Quando se começa um namoro, o casal, além das juras de amor e de fidelidade, promete sempre falar a verdade e não guardar nenhum segredo.

Pois bem, no ano passado o Brasil começou um namoro com o Governo Jair Bolsonaro, nas preliminares, que foram as eleições, sofremos pelos ataques, as resistências dos amigos e conseguimos vencer a primeira fase da relação que é a de conhecer a outra metade, aceitar os seus defeitos e limitações.

Passada essa fase um casal busca fazer planos para o futuro.

 

No caso do Brasil, ouvimos uma série de promessas maravilhosas, vamos varrer a corrupção para sempre do governo, vamos recuperar a economia, vamos investir em infraestrutura, privatizar as estatais, etc e tal.

Por enquanto a história é essa: o noivo está enganando a noiva.

Primeiro vamos falar sobre a corrupção. O presidente Jair Bolsonaro varreu para debaixo do tapete casos emblemáticos, como os laranjas eleitorais do Ministro do Turismo e a relação pouco transparente do responsável pelas verbas publicitárias com certas empresas de comunicação.

Fora o fato de Bolsonaro ter permitido que um ex-deputado distrital de Brasília articulasse o esvaziamento do Ministério da Justiça e trabalhasse pela queda do Ministro Sérgio Moro.

Até agora nenhuma das estatais foi privatizada, e a sociedade brasileira continua pagando a conta de mordomias e de serviços públicos de má qualidade. Faltam, 2 anos e 10 meses para o fim do mandato de Bolsonaro, é pouco tempo para resolver tantos problemas.

Até agora as obras de infraestrutura que atravancam o desenvolvimento do Brasil não saíram o papel e os investidores estão parados esperando que as promessas se transformem em realidade.

E com tudo isso a nossa economia está patinando. O ano passado tivemos um crescimento pífio, pouco mais de 1%, salvo pelo agronegócio que graças ao dólar lá nas alturas, 4,50 reais, bateu recordes de exportação. A indústria ainda está parada esperando para ver o que vai acontecer, enquanto o ministro Paulo Guedes fica com o seu sorrido amarelo dizendo que tudo está bem no seu ponto de vista.

Vamos torcer, rezar para que o Governo trabalhe mais, que os filhos do presidente deixem de criar tantos problemas, que o Congresso Nacional consiga se unir para um pauta em prol do Brasil e não para defender os seus interesses corporativos. Temos que rezar um milagre.

 

 

Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.