As pessoas com mais de 30 anos vão se lembrar dos bons tempos do Real forte. Um real que esteve mais valorizado que o dólar por algum tempo, mas que ao fim do governo de Fernando Henrique Cardoso e começo do governo do PT foi perdendo força.
As pessoas com mais de 30 anos vão se lembrar das facilidades que os presidentes do passado tinham para aprovar projetos e medidas importantes para o país. Sarney, Itamar Franco, e Fernando Henrique Cardoso conseguiram vitórias importantes no Congresso Nacional graças ao diálogo  à articulação política. Eles sabiam que deputados e senadores representavam a sociedade brasileira e por isso, precisavam ser ouvidos e atendidos.
Presidente em live do facebook

Lula optou pelo jogo do toma lá, da cá, onde comprou apoio do Congresso Nacional distribuindo propina e implantando um sofisticado esquema de corrupção apelidado de “Petrolão do PT”, onde a Petrobras e fornecedores foram usados para desviar dinheiro público. 

Michel Temer, com anos de experiência como deputado e presidente da Câmara, conseguiu mudar esse jogo do PT e fazer uma grande articulação política que garantiu ao Brasil a estabilidade pós-impeachment de Dilma.
E agora o que fez o presidente Jair Bolsonaro? Comete um erro atrás do outro em relação ao Congresso Nacional.
Ninguém aqui defende que ele copie o modelo petista e comece agora a usar dinheiro público para comprar apoio. O que a sociedade brasileira quer é que Bolsonaro tome um pouco de juízo e converse com as pessoas, debata com deputados e senadores em busca de soluções não apenas para a economia brasileira, mas também para reduzir a pobreza e a desigualdade social no país.
Bolsonaro agride, ataca, desrespeita todos aqueles que por alguma razão não compartilham com o seu pensamento.
O ápice da falta de compostura como presidente da República foi a utilização de redes sociais para promover e apoiar manifestações contra o Congresso Nacional e contra o Judiciário. O resultado disso é um dólar a R$ 4,50, no maior patamar da história, devido única e exclusivamente à instabilidade política causada pelo presidente da República, a pessoa que deveria estar encarregada de buscar o oposto, a estabilidade, os bom relacionamento entre os poderes e o respeito às instituições democráticas.
Por favor capitão, o povo brasileiro quer que o senhor seja um General e não um soldado raso, estabanado e trapalhão. O nosso país merece e senhor foi eleito para fazer isso, não nos decepcione. 
Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.