Sérgio Moro não é mais ministro do Presidente Jair Bolsonaro.

Sexta-feira, dia 24 de abril, ele pediu demissão do cargo de Ministro da Justiça do Brasil.

Moro alegou que o presidente deixou de honrar os compromissos firmados quando ele foi convidado para assumir o cargo em janeiro de 2019. A gota d’água para deixar o governo foi a exoneração do Delegado Geral da Polícia Federal, Dr. Valeixo.

Moro teve outras rusgas com o presidente Bolsonaro, seus filhos e alguns novos aliados. 

Sérgio Moro. Foto: Agência Brasil

Bolsonaro tentou dividir o Ministério da Justiça em dois, criando um Ministério da Segurança Pública para enfraquecer o ministro. Carlos tem plantado mentiras nas redes sociais, e é alvo de inquérito policial e da CPI das Fake News. Flávio é investigado pela tal rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio e por envolvimento com a milícia carioca. 

E os novos aliados de Bolsonaro são alguns dos investigados pela Lava Jato, ligados a partidos políticos com representação no Congresso Nacional.

Os argumentos de Moro foram duros e incisivos.

Sugerem interferência em investigações policiais, isso é obstrução de justiça, o que é crime, ainda mais quando cometido pelo presidente da República.

Vamos ter muita repercussão deste assunto. É uma nova crise institucional que o “capitão presidente” vai ter que resolver para que as coisas não fiquem ainda piores.

Teremos pesquisas de opinião pipocando todos os dias e o resultado a gente já sabe: a popularidade de Jair Bolsonaro caiu no chão.

Alguns acham que ele pretende dar um golpe militar. Ele acaba gerando uma série de crises e tumultos, resolve fechar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal. Isso, na minha opinião, é loucura total e uma teoria da conspiração do século passado.

Outros, acreditam que a crise institucional será enorme, com o Congresso Nacional propondo o impeachment de Bolsonaro e a posse de Mourão. Seria um mandato tampão dois anos e meio até a próxima posse de um presidente legitimamente eleito em respeito à democracia.

Outros acham que não vai dar em nada e que vamos continuar empurrando tudo com a barriga, daquele jeito brasileiro de fazer as coisas.

O ex-juiz e agora-ex-ministro vai descansar e depois, segundo ele, procurar um emprego. Disse que vai continuar disponível para servir ao país. 

Só não será candidato a presidente se não conseguir se viabilizar nos próximos meses. Se não der certo pode ser governador ou senador pelo Estado do Paraná.

Tudo pode acontecer, quem viver, verá!

Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.