Entramos no oitavo mês do Governo Jair Bolsonaro como presidente da República.

Já vimos de tudo.

E não estamos satisfeitos.

Esperávamos muito mais.

A crise econômica não passou. O Brasil não andou.

Tivemos um semestre perdido e qual foi a saída? Permitir saque de 500 reais das contas do FGTS. Os economistas dizem que o volume de dinheiro que será injetado na economia pode salvar o segundo semestre, mas está muito longe de colocar a economia brasileira em pé.

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada.

O presidente Bolsonaro muitas vezes peca por falar demais e sem necessidade. A recente briga com o presidente da OAB é uma demonstração dessa falta de postura como estadista. Bolsonaro precisa entender que ele não é mais um deputado de baixo clero como sempre foi. Não é mais o candidato que fez campanha eleitoral na garagem da casa dele ao lado do filho.

Agora, ele é o presidente da República. Ele é o líder de 220 milhões de brasileiros, e para tanto deve se comportar como tal, com mais equilíbrio. Declarações que criam um clima ruim no país não servem para absolutamente nada.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deu uma declaração esta semana onde afirma que o Presidente Jair Bolsonaro é fruto dos nossos erros.

Vou dizer uma coisa, os erros foram dele e dos políticos brasileiros, que sempre se serviram do estado e do povo para se perpetuarem no poder, para enriquecerem e para alguns deles roubarem muito.

Boa parte da classe política brasileira é medíocre. São raros os parlamentares que atuam em favor dos eleitores. A grande maioria está lá para ter poder e defender os interesses daqueles que financiaram as suas campanhas. Por isso o jogo do “tomá lá dá cá “ faz tanto sucesso no Parlamento. Para aprovar a reforma da previdência foi necessária a liberação de bilhões de reais em emendas e projetos, isso é erro de quem deputado Rodrigo Maia? De vocês que têm mandato ou do povo brasileiro?

O brasileiro erra sim quando deixa de ir votar. Aqui o voto é obrigatório, imagina se não fosse, ninguém iria.

O brasileiro erra quando escolhe mal. Quando coloca no poder gente que vende terreno no céu, que promete mundos e fundos, e quando é eleito esquece do que prometeu.

Rodrigo Maia é candidato a sucessão de Jair Bolsonaro. Por isso faz esse discurso, algumas vezes crítico outras vezes elogioso. Ele navega conforme a opinião pública.

Errar é humano, permanecer no erro é burrice.

Por isso precisamos acordar e deixar de errar.

O Brasil precisa que nós brasileiros deixemos de errar tanto.

* Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

Foi Diretor do Ministério do Esporte e Turismo, membro do Comitê de Patrocínio da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, no segundo mandato de então presidente Fernando Henrique Cardoso.