A popularidade do presidente Jair Bolsonaro não anda lá essas coisas.

Recentemente o Instituto Data Folha mostrou que pouco mais de 30% do brasileiros estavam apoiando o governo do presidente.

Isso é reflexo da estagnação da economia, que apesar de dar sinais de melhora continua lenta demais para o gosto da população, e do grande número de polêmicas que Bolsonaro coleciona nesses nove meses de gestão.

Uma hora são os anistiados políticos, outra são os cortes na educação, depois vem as escolhas dos seus filhos e por último a queimada na Amazônia e tudo o que veio em consequência disso.

Os brasileiros que antes sentiam orgulho de ter varrido do poder a turma do PT, agora parecem sentir vergonha ter escolhido para líder de Nação alguém que provoca mais crise do que governa.

Carlos e Eduardo – Instagram

Que saudades do Fernando Henrique Cardoso, um verdadeiro estadista, que tirou o Brasil da crise, arrumou a economia e nos deu orgulho de dizermos que somos brasileiros.

Mas a impressão que muita gente tem é que Bolsonaro gosta de polêmica, gosta de confusão, se alimenta disso no seu dia-a-dia.

Quando não é ele são ao seus filhos que ganham os holofotes com falas maiores que a própria boca.

Carlos, o vereador carioca, conhecido como Carluxo, solta uma pérola ao dizer que o Brasil não vai mudar se for pela via democrática. Que o negócio é ter uma ditadura. Meu Deus. Estamos em 2019, será que tem espaço para isso? Será que as pessoas ainda se enganam desse jeito. Claro que antes havia uma baderna generalizada, promovida pelo petistas e o seu projeto permanente de poder, que não sou acabou com a economia do País como também promoveu o maior escândalo de corrupção do planeta. Entre a baderna e a ditadura existe uma abismo. Abismo que poderia ser preenchido pela seriedade e pela competência, mas que até o momento o presidente Bolsonaro não fez acontecer.

Eduardo, aquele que quer ser embaixador nos Estados Unidos, faz pose com arma de fogo, numa apologia ao armamento. Que preguiça de tudo isso. Não sou contra o porte de arma, acho que diante da criminalidade crescente é preciso achar uma fórmula do cidadão se sentir mais seguro dentro da sua própria casa, mas daí fazer apologia e pousar de Rambo existe uma grande diferença.

E para terminar a semana o que parecia impossível aconteceu. Vem o governo e propõe um novo imposto, uma nova CPMF. Não posso crer que isso seja verdade. Não creio que Bolsonaro, que deve sair do hospital depois de uma nova cirurgia no abdomem, seja capaz ou tenha coragem de assaltar o bolso do brasileiro para financiar a máquina pública.

Não creio que o Capitão, o Mito, o cara, vá trair a população brasileira dessa forma.

Ele que sempre se disse contra o aumento da carga tributária não pode jogar no lixo a sua biografia e enganar a todos.

No Brasil é sempre assim, na hora da eleição, pintam tudo de cor-de-rosa, depois de eleitos esquecem do que prometeram e apunhalam o povo pelas costas.

Bolsonaro sabe o que é a dor de uma facada, espero que ele não resolva dar uma facada na gente.

Precisamos mudar os nossos hábitos e começar a dizer NÃO para essa gente….

* Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

Foi Diretor do Ministério do Esporte e Turismo, membro do Comitê de Patrocínio da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, no segundo mandato de então presidente Fernando Henrique Cardoso.