Essa semana terminaram as convenções partidárias para as eleições municipais em todo o Brasil. Estão definidos os candidatos a prefeito e vereador. Tem muita gente nova na disputa, principalmente entre os vereadores. Existe um movimento nas redes sociais contra a reeleição e é bem provável que a maioria das Câmaras Municipais comece o ano de 2021 com muitas caras novas no parlamento.

Tem uma turma alinhada com Jair Bolsonaro, que pretende aproveitar a popularidade em alta do presidente para tirar as velhas raposas dos seus cargos. Vamos encontrar alguns sobrenomes conhecidos e outros nem tanto, mas o que não vai faltar para o eleitor é uma grande opção de nomes, gêneros e estilos.

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Para prefeito, para se ter uma ideia da quantidade de candidatos, só ao cargo de prefeito de Curitiba atualmente são 17 nomes. Vamos precisar que o Tribunal Regional Eleitoral homologue todas essas candidaturas para fechar o número final. A grande maioria desses nomes o eleitor nunca ouviu falar. Eles não são conhecidos fora dos seus partidos ou do mundo político. Por um lado isso é bom porque mostra o surgimento de uma nova turma, fora daqueles grupos fechados, o grupo do mais do mesmo, que este ano não conseguiu fechar as coligações que pretendiam. Por outro lado é ruim porque vai ter muita gente aproveitando o horário eleitoral só para aparecer, fazer um monte de promessa que nunca iriam conseguir implantar e falar um monte de bobagem.

Se as pesquisas eleitorais feitas até o momento estão corretas, o franco favorito é o atual prefeito Rafael Greca, que vai tentar governar Curitiba pela terceira vez. Rafael foi prefeito na década de 1990, se elegeu em 2016 e agora em 2020 busca a reeleição. Dizem nos gabinetes dos políticos que o sonho de Greca era ter Gustavo Fruet e Luciano Ducci na disputa, para poder comparar a sua gestão com a de dois ex-prefeitos. Rafael tem quase 82% de aprovação entre os moradores da cidade, conta com o apoio do governador Ratinho Júnior e da ex-governadora Cida Borghetti. Ratinho, além de indicar o vice Eduardo Pimentel, convenceu o deputado Ney Leprevost a desistir da disputa e voltar para a Secretaria Estadual do Trabalho.

Entre os nomes que vão disputar contra o Rafael, apenas três deles podem fazer votos para levar a eleição para o segundo turno: os deputados estaduais Fernando Franchisquini e Goura, e João Arruda, sobrinho do ex-senador Roberto Requião.

Franchisquini aposta no discurso de direita e da segurança pública. Goura é a novidade, pode garantir o voto da juventude inconformada com os políticos tradicionais. João Arruda tenta unir as viúvas da esquerda e pode escolher um candidato à vice dentro do seu partido e ligado ao presidente Jair Bolsonaro, que é o ex-candidato a governador Ogier Buchi. Buchi na eleição passada recebeu quase 9% dos votos, mas que foram impugnados pelo Tribunal Eleitoral. Vamos torcer para que ganhe aquele que Curitiba e os curitibanos merecem.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.