O presidente Jair Bolsonaro está bastante animado com o aumento da sua popularidade principalmente na Região Norte e Nordeste do Brasil.

Popularidade que cresceu graças ao auxílio emergencial que salvou milhares de famílias da fome e da miséria. Foi esse dinheiro que serviu para manter os filhos alimentados, algumas contas em dia, enquanto a crise gerada pelo coronavírus não passa.

Bolsonaro faz a sua parte ao passar praticamente um mês sem atritos com a imprensa, sem gerar confusões que abalavam o mercado, e se concentrado em trabalhar e inaugurar obras importantes para o país, como um dos trechos da transposição do Rio São Francisco na semi-arido nordestino. Obra que estava parada e inacabada depois dos escândalos de corrupção do PT nos governos Lula e Dilma.

Os políticos vivem da sua popularidade e Bolsonaro sentiu o gosto doce dela nas últimas viagens que fez pelo país. Agora trava uma disputa com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar continuidade ao auxílio assistencial por mais alguns meses.

Guedes não se sente à vontade com isso.

Ele é uma economista, um homem de números, um banqueiro e grande investidor, acostumado com planilhas, com contas sempre no azul, com dinheiro no caixa. O Ministro não gosta de gastar mais do que tem guardado, mas isso não é como o governo brasileiro costuma fazer.

O governo sempre gastou mais do que arrecadou. Para fechar a conta aumentava impostos e continuava gastando, e gastando mau. A maior parte desse dinheiro sempre foi usado para cobrir os salários dos funcionários públicos, a previdência e dívidas contraídas ao longo de anos e anos de gestão irresponsável. 

Paulo Guedes quer mudar isso. Quer deixar o Brasil no azul, gastando o dinheiro da maneira correta, reduzindo o número de empresas estatais e de benefícios dos funcionários públicos. Mas essa visão do Ministro da Economia não é a mesma da classe política, que precisa de popularidade e de votos para permanecer no poder, e que recentemente aprovou no Senado o reajuste dos servidores, mas que perdeu na Câmara dos Deputados a guerra da farra do dinheiro público.

Paulo Guedes ameaça sair se ele for obrigado a sair da linha que traçou de responsabilidade fiscal. O mercado pede para que Guedes fique, uma parte da classe política acendeu o fogo da fritura. O fiel da balança será o presidente Bolsonaro que vai tentar achar um meio termo nessa história toda pelo bem do Brasil e dos brasileiros.

 

Poucos são os políticos preocupados com a população brasileira. Eles se elegem para acertar as suas vidas financeiras, exercer o poder e privilegiar amigos e empresários próximos. Buscam se perpetuar nos cargos para usufruir de benefícios, propinas, negociatas e muito mais.

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Raros são aqueles que possuem projetos sociais, que ajudam os mais pobres e que não enriqueceram com a vida pública.

Os senadores brasileiros deram uma demonstração de que não estão nem ai com o povo. Derrubaram o veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia que os servidores públicos tivessem aumento de salário até 2021. Com isso vão fazer o governo gastar 121 bilhões de reais a mais nas contas públicas.

Muitos destes senadores vão dizer que os funcionários têm o direito ao reajuste salarial, e isso é verdade, mas é impossível deixar de analisar esse absurdo com uma crise como a do coronavírus batendo na nossa porta. Com milhões de brasileiros desempregados e tendo que sobreviver de um auxílio de 600 reais por mês pagos pelo Governo Federal.

Os funcionários públicos são pessoas privilegiadas. Primeiro, eles têm a tal estabilidade de emprego, podem trabalhar ou não, podem ficar atrás de uma mesa sem fazer nada que não são mandados embora. O patrão deles, que é o governo, pode entrar em crise, ver a entrada de dinheiro desaparecer, que eles estão lá, ganhando o salário integral, sem precisar mostrar produtividade e com a certeza de que haja ou que houver, no final do mês, o deles estará lá, depositado no banco.

Um funcionário público ganha entre 4 a 10 vezes mais que o mesmo funcionário que atua no setor privado. Ele se aposenta mais cedo e cheio de benefícios incorporados à aposentadoria.

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.