Poucos são os políticos preocupados com a população brasileira. Eles se elegem para acertar as suas vidas financeiras, exercer o poder e privilegiar amigos e empresários próximos. Buscam se perpetuar nos cargos para usufruir de benefícios, propinas, negociatas e muito mais.

Raros são aqueles que possuem projetos sociais, que ajudam os mais pobres e que não enriqueceram com a vida pública.

Os senadores brasileiros deram uma demonstração de que não estão nem ai com o povo. Derrubaram o veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia que os servidores públicos tivessem aumento de salário até 2021. Com isso vão fazer o governo gastar 121 bilhões de reais a mais nas contas públicas.

Muitos destes senadores vão dizer que os funcionários têm o direito ao reajuste salarial, e isso é verdade, mas é impossível deixar de analisar esse absurdo com uma crise como a do coronavírus batendo na nossa porta. Com milhões de brasileiros desempregados e tendo que sobreviver de um auxílio de 600 reais por mês pagos pelo Governo Federal.

Os funcionários públicos são pessoas privilegiadas. Primeiro, eles têm a tal estabilidade de emprego, podem trabalhar ou não, podem ficar atrás de uma mesa sem fazer nada que não são mandados embora. O patrão deles, que é o governo, pode entrar em crise, ver a entrada de dinheiro desaparecer, que eles estão lá, ganhando o salário integral, sem precisar mostrar produtividade e com a certeza de que haja ou que houver, no final do mês, o deles estará lá, depositado no banco.

Um funcionário público ganha entre 4 a 10 vezes mais que o mesmo funcionário que atua no setor privado. Ele se aposenta mais cedo e cheio de benefícios incorporados à aposentadoria.

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.