O ano de 2020 nunca mais será esquecido. Será o “Ano do Coronavirus”, vidas se foram, empregos acabaram, ódio e racismo saíram do armário, o mundo virou de cabeça para baixo. Incompetências de gestores públicos foram expostas e ainda assistimos ao grotesco espetáculo daqueles que aproveitaram a crise para roubar e desviar o dinheiro da saúde pública.

Como o ano ainda não terminou, vamos acrescentar nessa lista as eleições municipais.

Voltaremos às urnas em novembro para escolher prefeitos e vereadores.

Será uma eleição diferentona, primeiro pelo adiamento e a mudança de data para 15 de novembro, depois porque não teremos corpo a corpo, nem aperto de mão, será uma eleição dos meios de comunicação: rádio, tv e redes sociais.

(José Cruz/Agência Brasil)

Uma eleição onde deverá sair com vantagem o candidato com maior percentual de conhecimento junto ao eleitorado, baixa rejeição e que está fazendo um bom trabalho na condução da pandemia do Coronavírus.

E quem tiver ainda proposta boa para garantir no âmbito municipal a retomada da economia e dos empregos resolve a questão perante o eleitorado.  Alguém para ser criativo e reinventar a cidade para a nova economia e a nova vida pós-corona.

Curitiba vivia bons e novos tempos com o prefeito Rafael Greca quando a crise chegou e nos pegou em cheio. A cidade está bem cuidada, voltou a ser querida para os seus moradores e os índices de aprovação nas pesquisas estão aí para qualquer um avaliar.

Será uma eleição difícil para os candidatos de oposição. Ney Leprevost, do PSD, tirou de Greca o vice, Daniel Pimentel, e tem o apoio do governador Ratinho. Governador sonhava em apoiar Greca e por isso garantiu a filiação de Pimentel no seu partido. Ney bateu o pé e o acordo foi rompido, pelo menos temporariamente.

A vaga de vice fica em aberto. A deputada estadual Maria Victória, do Progressistas, é um excelente nome. O partido dela ganha mais peso agora com a escolha de Ricardo Barros como futuro líder do Governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Os Progressistas podem inclusive abrir mão da vaga para o MDB, da Família Requião e liderado por João Arruda. Os Requião são amigos de longa data de Margarita e Rafael. E João, um excelente interlocutor. Rafael ganha muito tempo de televisão para expor suas realizações, e ainda mais corpo para lá na frente ter maior poder de barganha na negociação com o grupo do Governador Ratinho para a eleição de 2022. Resta achar no MDB um nome que seja de agrado do grupo. A resposta pode estar nos almoços do Business Club.

Para a esquerda resta fazer um bloco com Fruet, Goura, Tadeu Veneri, Gleisi Hoffman, etc, e para a extrema direita resta Fernando Franchisquini lutando para garantir uma parte do eleitor raiz de Bolsonaro, que tem diminuído a cada dia. Vamos aguardar as convenções partidárias das próximas semanas para ver o que acontece.

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Alexandre Teixeira

Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.