Dá uma dor no coração ver que o Brasil virou um país sem rumo, perdido em meio à mais profunda crise que o mundo viveu nas últimas décadas.

Foto: Agência Brasil

O coronavírus tem exposto a ineficiência do governo Jair Bolsonaro não apenas para conter a pandemia, apelidada por ele de “gripezinha”, mas também para salvar empresas e empregos, e para garantir que a população brasileira tenha acesso às vacinas que estão sendo produzidas ao redor do mundo.

A corrida pela vacina se transformou em uma guerra político eleitoral por conta de disputas entre o presidente, governadores e prefeitos. Todos interessados em garantir dividendos e capital político, visando as eleições de 2022. Uma vergonha que a classe política brasileira ainda viva dessa forma, se preocupando cada vez menos com a população e cada vez mais em acumular poder.

Os brasileiros, e todo o resto do mundo, estão cansados dos efeitos da pandemia. Ninguém aguenta mais ficar em casa, longe da família e dos amigos, ninguém aguenta mais ver o seu negócio ou emprego ir embora e todos estão preocupados se no futuro não houver amanhã, como na música do falecido Renato Russo.

As pessoas estão ansiosas por uma solução, que segundo os especialistas da área da saúde passa pela vacinação em massa enquanto a ciência não descobrir uma forma mais eficaz de combater o vírus. Então, por que não existe união para tentar minimizar o problema? Por que o presidente fica com uma postura negacionista, contra a vacina, contra tudo e contra todos? Por que o ministro da Saúde, que infelizmente faz uma péssima gestão, não toma a frente do problema e não organiza uma ação que possa garantir um pouco mais de bem estar para a população?

Parece que não existem respostas para essas perguntas. E ficar na crítica do capitão é isso, ou aquilo, também não resolve o problema.

Fora a minoria negacionista, que acha que vacina não presta, que ela vai modificar o seu DNA, que o seu filho vai nascer com 13 dedos, ou aqueles que acham que a Terra é plana, a grande maioria dos brasileiros quer ser vacinada. Ao negar essa condição, atrasar e atrapalhar o processo, o presidente Jair Bolsonaro se coloca numa posição de alto risco. Ele pode até terminar o seu mandato, daqui há dois anos, mas com certeza vai voltar para casa mais cedo do que ele imagina. Nas eleições municipais a população já deu um recado: os bolsonaristas e os lulistas foram os grande derrotados. Os brasileiros cansaram de gritaria e de radicalismo, querem equilíbrio, harmonia e paz. O Brasil é uma potência que sobrevive graças ao esforço do seu povo. Se o país tivesse uma classe política competente não estaríamos na posição que estamos, sofrendo, apanhando feito cachorro magro. Que Deus nos proteja do coronavírus e da turma toda que está aí no comando do nosso destino.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.