O presidente Jair Bolsonaro comunicou oficialmente a indicação do desembargador Kássio Nunes Marques para a vaga no Supremo Tribunal Federal, que será deixada pelo Ministro Celso de Mello, que se aposenta na próxima semana.

Bastou o presidente anunciar a indicação e começou o “patrulhamento” por parte de alguns poucos setores da sociedade e também do Congresso. Os evangélicos gritaram porque queriam alguém ligado à sua ala da Igreja, os petistas reclamaram que o desembargador tinha um viés ideológico à direita, e parte da imprensa começou a “enxergar” pelo em ovo ao dizer que o presidente estava promovendo uma guinada ideológica na Suprema Corte do Brasil.

O presidente Bolsonaro tem tanto o direito de nomear quem ele quer, como o dever constitucional de fazer isso. O único questionamento que podemos fazer é se o desembargador Kássio Nunes Marques tem competência para assumir o cargo ou se durante a sua vida como magistrado cometeu algum ato grave de conduta, que o impeça de conquistar a vaga. Até o momento não apareceu nada contra ele. Muito pelo contrário, até recebeu um elogio público do presidente da OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, que é um ferrenho opositor do presidente e de sua família.

Kassio Nunes Marques – Agência Brasil

Certas pessoas deviam deixar o presidente Bolsonaro trabalhar ao invés de perder o seu tempo e o nosso, criando crises e intrigas em redes sociais, dando entrevistas para tumultuar o ambiente político. Quem não ajuda, que não atrapalhe.

Vamos lembrar as antigas nomeações para o Supremo Tribunal Federal para mostrar que existe uma má vontade para com Bolsonaro. O ex-presidente Fernando Collor de Melo, indicou o seu primo, Marco Aurélio de Melo para o cargo. Fernando Henrique Cardoso é o responsável pela indicação de Gilmar Mendes. Lula colocou lá Dias Toffoli, então um jovem advogado que foi assessor jurídico da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, foi coordenador jurídico de três campanhas eleitorais de Lula e que entre 2003 e 2005 foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, do próprio Lula. Para ele bateram palma, assim como bateram palma quando a ex-presidente Dilma colocou lá o professor Edson Fachin, eleitor declarado de Lula e Dilma e também assessor jurídico da campanha eleitoral da ex-presidente cassada pelo Congresso Nacional.

No Brasil, a gente perde muito tempo fazendo fofoca, criando intriga, falando mal um do outro. Imagina se todo mundo se concentrasse em fazer algo de produtivo? Com certeza o Brasil seria uma potência mundial e não isso que nós somos hoje.

 

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.