A atriz Regina Duarte aceitou o convite e vai assumir a Secretaria Nacional de Cultura. Foi um golaço do presidente Jair Bolsonaro fazer o convite para a atriz, que é a “namoradinha”do Brasil, uma pessoa respeitada e admirada pela grande maioria dos brasileiros.

É uma forma de dar uma acalmada na classe artística, que vinha reclamando, e muito, não só das atitudes do presidente como também do antigo secretário, um sujeito sem nenhum preparo e que ao adotar um discurso nazista decretou a sua sentença de morte.

A classe artística brasileira deve dar uma folga para o Governo Bolsonaro, pelo menos por uns três meses. Essa turma estava muito vinculada ao governo petista, vivia fazendo campanha pelo “Lula Livre”e não dava trégua para ninguém. É bem da verdade que em algumas horas, eles até tinham razão, mas o negócio agora é virar a página e seguir em frente.

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O ex-secretário de Cultura da Governadora Cida Borghetti, João Fiani, foi sondado para assumir uma posição na Secretaria Nacional de Cultura, mas em virtude de diversos compromissos profissionais já assumidos, ele não pode aceitar o cargo que lhe foi proposto. Pesou a sua responsabilidade com funcionários e fornecedores ao declinar do convite. Fiani fez um grande trabalho como Secretário de Estado, é um profissional reconhecido pela classe artística nacional e uma referência teatral para todos os paranaenses. Vai colaborar à distância como um conselheiro na nova Secretaria Nacional de Cultura.

Regina Duarte sofreu alguns ataques antes de assumir o cargo. A turma do contra foi atrás de uma aposentadoria que ele tinha direito por conta do seu pai, e também foi atrás de uma prestação de contas não aprovada da tal Lei Rouanet.

Aliás a Lei Rouanet precisa ser revista mesmo.

Anos atrás o antigo governo era craque em dar milhões para aqueles que eram os seus companheiros, deixando de lado muito projeto bom.

Produções milionárias financiadas com dinheiro público apenas no eixo Rio-São Paulo. Basicamente era assim que funcionava o esquema.

Era um jogo onde os mesmos de sempre eram os beneficiados enquanto o resto do país lutava para viabilizar projetos com ZERO de recursos públicos.

Regina Duarte terá uma dura missão pela frente. A primeira é acalmar a classe artística. A segunda é entender como funciona a máquina pública. E a terceira é lutar contra a turma do tal ideólogo Olavo de Carvalho, que lá dos Estados Unidos onde ele mora, fica dizendo como deve ser a política cultural brasileira.

Vamos ajudar a Regina para que tudo saia correto e ela consiga dar uma nova cara para a Cultura brasileira.

Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.