O Brasil melhorou no último ano. Antes o país tenha 13 milhões de desempregados, hoje, segundo dados do IBGE são 11 milhões. Muitas dessas pessoas passaram a trabalhar na chamada economia informal, sem registro em carteira, sem direitos trabalhistas.

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Algumas empresas voltaram a contratar. A indústria teve uma ano ruim, porém melhor que o ano anterior e provavelmente esse ano de 2020 será ainda melhor para o setor.

O agronegócio continua sendo a salvação do Brasil. Somos um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Os grãos e a proteína animal do Brasil estão espalhados pelos Estados Unidos, China, e países árabes, todos eles são grande importadores do nosso produto. O setor agrícola está feliz porque exporta e recebe em dólar, e como todos sabem a moeda americana está no maior patamar da história recente do país.

O setor do turismo também está feliz com o dólar alto, afinal de contas os “gringos”chegam ao país com a moeda forte e esbanjam em gastos. Para se ter uma idéia o estado do Rio de Janeiro deve faturar quase 3 bilhões de reais nesse Carnaval.

Mas são apenas o agronegócio e o turismo que comemoram o dólar alto, o restante do país sofre as consequências dessa política cambial. A gasolina e o óleo diesel são cotados em dólar, as importações de insumos também, o pãozinho, por exemplo, fica mais caro porque o Brasil precisa importar o trigo que é cotado em dólar, enfim, todos nós sofremos muito com isso.

E o dólar alto é culpa de quem? Apesar do presidente Jair Bolsonaro ter dito que o Banco Central é o responsável pelo política cambial, o mercado e a classe política sabe mais do que ninguém que é o ministro da Economia o grande comandante desse mercado todo. Ele mesmo, o senhor Paulo Guedes, aquele que outro dia ofendeu todas as domésticas brasileiras e até o momento não pediu desculpas.

Pois bem, o senhor Paulo Guedes foi colocado na frigideira do poder. Estão fritando o ministro em fogo baixo. Guedes é como Bolsonaro, os dois tem uma tendência de falar bobagens e agredir aos outros. O ministro tem tido grandes brigas com o Congresso Nacional. Não costuma dar ouvidos aos deputados e senadores. Segue a sua cartilha e ponto final. Não está interessado na opinião do outro. O que vale é a sua vontade e nada mais.

Se ele sair do governo até julho, como estão dizendo os analistas políticos, seria o começo do fim do governo Jair Bolsonaro. Uma economia equilibrada deixa todo mundo feliz, o desequilíbrio não é bom para ninguém. Paulo Guedes tem que mostrar para o que veio, caso contrário será lembrado apenas pelo seu preconceito com as domésticas brasileiras e nada mais do que isso

 

Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.