O presidente Jair Bolsonaro enviou para o Congresso Nacional uma proposta de reforma administrativa do Estado. Finalmente o Brasil deu um passo adiante na modernização do seu sistema administrativo.

É preciso melhorar e qualificar a máquina pública para que o contribuinte, que é quem paga a conta e para quem esses funcionários trabalham, fique satisfeito com o serviço prestado.

Hoje esse é o grande problema do sistema público brasileiro.

Você, contribuinte, pagador de impostos e usuário do sistema público, você está satisfeito com o serviço que lhe é oferecido?

O sistema de saúde público, apesar da grande capacidade do SUS, em muitos locais é um horror. O primeiro dinheiro que sobra no orçamento da família o pessoal corre para contratar um plano de saúde particular para poder escapar do sistema público.

Você já tentou ser atendido no INSS para falar da sua aposentadoria? Daquele direito que lhe é garantido pela Constituição e por anos e mais anos de contribuição previdenciária? Tem gente que está mais de ano na fila e não consegue ser atendido.

Não precisamos nem falar de laudos, licenças ambientais, ou pareceres que dormem em gavetas de funcionários que não têm nenhum compromisso com a produtividade.

Produtividade é uma palavra que na iniciativa privada significa dedicação, competência, eficiência e vontade de crescer. Mas produtividade no serviço público não tem esse significado.

Produtividade no serviço público é sinônimo de privilégios e mordomias, palavras que o funcionalismo nas três esferas de poder, Executivo, Legislativo e Judiciário, sabe usar com perfeição. São licenças especiais, aumentos retroativos, progressões de carreira, dezenas de auxílios financeiros e aposentadorias milionárias. Trabalham pouco e ganham muito e agora prometem uma guerra contra deputados e senadores para que a reforma administrativa não seja aprovada.

A sociedade brasileira precisa acompanhar de perto esse processo. Cobrar dos nossos deputados e senadores uma postura em favor da reforma. Não podemos permitir que os parlamentares votem por interesses corporativos e em favor de uma minoria privilegiada em detrimento de uma sociedade castigada por uns poucos, que por anos acumularam privilégios e mordomias.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.