Semana passada o Brasil virou o vilão mundial por conta das queimadas que tomam contam da Floresta Amazônica.

Protestos ao redor do mundo contra o nosso país e contra o nosso presidente, Jair Bolsonaro, que resolveu partir para o ataque verbal antes de tomar conhecimento do que realmente estava acontecendo com a nossa floresta.

Depois de bater boca com o presidente da França, Emanuel Macron, de ofender a sua esposa, depois de recusar ajuda internacional e dispensar milhões de dólares dos países ricos, Bolsonaro, enfim, tomou um atitude.

Mandou o Exército brasileiro combater os incêndios na Floresta.

Imagens reprodução

Resolveu ouvir os especialistas que apontavam para o crescimento do número de queimadas, principalmente em áreas já desmatadas e que estavam sendo ocupadas por grileiros de terras travestidos de agricultores.

Assinou um decreto proibindo as queimadas por 60 dias.

Na região é muito comum as novas fronteiras agrícolas serem abertas na base da grilagem, do desmatamento e do fogo.

Graças à corrupção e à falta de estrutura, áreas pertencentes ao Governo e Reservas Ambientais são invadidas. Primeiro, se tira da floresta, de maneira criminosa, milhões de árvores. O que sobra é queimado para abrir espaço para a pecuária ou para a agricultura.

Essa turma só sai da área, muitos anos depois, com a terra devastada e improdutiva, graças à uma Justiça morosa em muitos desses casos.

Ainda tem o agravante do garimpo ilegal.

Quando não matam os índios para explorar a terra, os garimpeiros usam a prostituição, o tráfico de drogas e a corrupção para terem acesso à áreas que deveriam ser preservadas.

O problema é grave e precisa ser enfrentado com determinação.

O ministro do Meio Ambiente do Brasil chegou até a passar mal tamanha a pressão que vem sofrendo.

O agronegócio, que tem salvado o Brasil das últimas crises, tratou de sair rápido da defesa para o ataque, dizendo que a crise na Amazônia era motivo para tentarem abrir uma guerra comercial contra o pais por conta da sua produção de alimentos.

São várias as lições que tiramos desse caso.

A Amazônia precisa ser tratada com mais responsabilidade.

Temos que dar uma fim à impunidade, ao garimpo ilegal, à grilarem de terra e ao desmatamento clandestino.

Quem compra esse produto tirado ilegalmente da floresta?

Essa é uma pergunta que ninguém ainda respondeu.

Quem compra madeira ilegal, diamante e ouro extraído de garimpo clandestino, ou consome produtos oriundos de grilagem, é o que?

Precisamos mudar os nossos hábitos e começar a dizer NÃO para essa gente….

* Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

Foi Diretor do Ministério do Esporte e Turismo, membro do Comitê de Patrocínio da Secretária de Comunicação Social da Presidência da República e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, no segundo mandato de então presidente Fernando Henrique Cardoso.