É inacreditável que existam empresários que aproveitem da pandemia do coronavírus para extorquir o governo e explorar a população brasileira. O caso das agulhas e seringas que tiveram os seus preços multiplicados por 4 ou 5 vezes o valor original é um exemplo de que a raça humana precisa de muitos milhões de anos para evoluir.

Aqui não se trata de oferta e demanda, uma regra básica do capitalismo que dita os preços a partir da procura e da quantidade de produção. Aqui se trata de aproveitar a oportunidade de ganhar muito dinheiro fácil com a desgraça alheia. O empresário precisa de lucro para manter a empresa, gerar empregos e pagar impostos. Impostos que são convertidos em investimentos que garantem o bem estar da população. Mas aproveitar o momento de crise sanitária, de caos e de medo generalizado para encher os bolsos de grana é questionável.

 

Ninguém aqui quer que os produtores de agulha e seringa façam doações. O que se pede é que pratiquem um preço justo, de acordo com a realidade, e que tenham responsabilidade social diante desta crise que já matou mais de 200 mil brasileiros nos últimos meses.

O presidente Bolsonaro, apesar dos inúmeros erros que vem cometendo, agiu de maneira certa ao proibir que a indústria nacional de agulhas e seringas venda a sua produção para o exterior. Aqueles que criticam não prestaram a atenção que o governo da Índia fez o mesmo com as vacinas contra o covid que estão sendo produzidas por lá, primeiro atende a população do país e depois faz um plano de venda para outros países.

Por falar em vacina a guerra para sair em primeiro lugar continua. Bolsonaro contra Doria, o governador de São Paulo, disputam o título de pioneiro na vacinação. Nenhum dos dois parece estar preocupado com a vacina, mas sim em sair bem na foto aplicando a injeção na população transformada em cobaia humana pelos laboratórios farmacêuticos.

Enquanto a vacina chinesa produzida no Instituto Butantã em São Paulo tem menos de 80% de eficácia, e a da Pfizer precisa está congelada a menos de 70 graus negativos e de duas doses, a vacina inglesa da Universidade de Oxford, que tem uma dose única e sistema de armazenamento a frio mas não ultra-congelamento, parece ser a melhor opção até o momento.

Como o Brasil é um país único, onde o ministro da Saúde manda quase nada, sabe menos ainda, até o dia de hoje não sabe nem quando, nem como, nem onde e muito menos qual a vacina que estará disponível para imunizar a população, vamos rezar para que Deus tenha piedade de nós e que possamos sobreviver à incompetência de quem deveria zelar pela saúde do povo.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.