A semana foi intensa aqui no Paraná com a votação da reforma da previdência para os servidores estaduais.

Essa é uma segunda reforma. A primeira foi votada em 2015 na época do então governador Beto Richa. Richa optou por enfrentar os professores e grevistas, e o resultado todos se lembram, briga, confusão, violência, centenas de feridos e uma reforma meia sola que precisou ser complementada agora.

O governador Ratinho Junior optou evitar o confronto e preferiu a privacidade de uma votação realizada na Ópera de Arame, com mais de 800 policias fazendo segurança e impedindo a aproximação de quem quer que fosse.

Reforma aprovada, oposição gritando, pedidos na Justiça para a anulação das sessões da Assembleia Legislativa, mas a decisão não tem volta. Os servidores públicos terão que se adaptar ao novo regime.

Manifestação de professores contra a reforma da Previdência estadual – Foto Banda B

Se todo o cidadão brasileiro, aquele comum, eu e você, que contribuímos com o INSS, aceitamos a reforma da previdência aprovada recentemente em Brasília, por que os servidores estaduais paranaenses não podem aceitar?

Eles são melhores do que nós? Eles tem mais direitos do que qualquer outra cidadão brasileiro?

A reforma é para todos.

Chega de uma turma de privilegiados ganhando muito bem, cheia de mordomias e outras coisas, pago com o dinheiro do contribuinte brasileiro.

O serviço público no nosso país é ruim, de má qualidade, reflexo de uma maneira corporativa de se administrar o Brasil.

Os brasileiros cansaram de ver as férias de 60 dias, os auxílios paletó, moradia, e livro. Carro particular, celular e gabinetes cheios de assessores.

O salário médio de uma funcionário público é de 3 a 5 vezes maior do que um trabalhador comum fazendo a mesma função.

Um funcionário público se aposenta mais cedo, incorpora um monte de gratificações ao longo da carreira, na grande maioria das vezes não tem compromisso com a produtividade e com a competência. Se ele fizer ou não o serviço pouco importa, o salário dele está lá, depositado na conta no final do mês, tudo isso protegido pela tal “estabilidade”.

Temos agora que enfrentar a reforma administrativa do setor público. Nós pagamos muitos impostos para ter um retorno insignificante em termos de serviços. Ou o Brasil dá um passo adiante, segue em frente, ou a cada novo presidente ou governador, vamos ver gente gritando, fazendo greve, confusão, para defender os seus privilégios, enquanto o povo?? Bem, o povo que se lasque!!!

* Alexandre Teixeira
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas.

Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.