A pequena Alice, de apenas 5 anos, moradora de Curitiba, sofre com uma condição denominada tetralogia de Fallot com atresia pulmonar, que compromete o perfeito funcionamento de seus pulmões e coração. Para resolver o problema, a garota precisa passar por uma cirurgia e o custo da equipe de cirurgiões é de 90 mil reais. A família dela não tem esse dinheiro e criou uma vaquinha online para tentar arrecadar os recursos necessários para salvar a vida de Alice.

Foto: Arquivo Pessoal

Já no seu nascimento os médicos consideravam o caso de Alice inoperável, e até que ela completasse dois anos de idade, sua família ouviu que não havia nada que pudesse ser feito, já que o problema residia na árvore pulmonar. Depois de muita insistência da família, os médicos decidiram realizar duas cirurgias, no Hospital Pequeno Príncipe, onde ela é acompanhada desde que veio ao mundo.

Contudo, no pós-operatório da segunda cirurgia as coisas se complicaram. De acordo com Adriane, mãe de Alice, a menina sofreu trinta e cinco paradas cardíacas, além de hemorragias cerebrais e uma infecção, devido a uma superbactéria chamada KPC [ Klebsiella pneumoniae carbapenemase] o que resultou em uma longa estada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Ela ficou mais de quarenta dias na UTI e sobreviveu, mas eles falavam que ela ficaria cheia de sequelas, porém graças a Deus ela não teve nenhuma sequela, está bem e se desenvolveu depois disso”, afirmou a mãe.

Foto: Arquivo Pessoal

Cateterismo

Para resolver o problema de coração, a família optou por realizar um cateterismo, e então uma segunda cirurgia para consertar o restante do órgão. “Logo após o cateterismo, faríamos a próxima cirurgia, que é a de correção da parte do coração dela. Só que em junho, a gente descobriu que o problema estava bem pior do que se imaginava. Ela estava com o pulmão muito comprometido, inclusive precisou ser feito um procedimento durante o cateterismo para o pulmão dela”, conta Adriane.

Depois disso, os médicos decretaram que Alice não sobreviveria a mais uma cirurgia corretiva. Adriane, percebendo a piora dos sintomas, partiu para São Paulo, em busca de um especialista em casos complexos.

Esperança

Após uma série de exames, foi concluído que uma cirurgia seria possível, no entanto, ainda há um último desafio, apesar do plano de saúde da mãe de Alice cobrir os custos com o hospital, ele não cobre a equipe de cirurgiões.

Foto: Arquivo Pessoal

“Semana passada, ele [o médico] me ligou e falou: ‘mãe eu consigo fazer, vamos marcar a cirurgia que vai dar certo’. Então eu fiquei bem animada, toda a parte de internação, parte hospitalar, o plano saúde cobre. Porém a equipe cirúrgica não é cadastrada em nenhum plano de saúde, então tem que pagar particular, e só esse valor da equipe cirúrgica é noventa mil reais, fora os outros gastos né? Eu tenho que alugar um apartamento em São Paulo, e tem mais as passagens, alimentação, querendo ou não a gente vai gastar muito“, revelou a mãe de Alice.

Quem puder ajudar Alice a superar mais esse desafio em sua vida, pode doar qualquer valor acessando a vaquinha criada pela família clicando aqui.

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