A confusão durante o protesto feito pelo Sindicato dos Servidores de Araucária (Sifar) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (Sismmar), contra a aprovação do projeto de lei (PL) 2404/2021, em frente à Câmara de Vereadores, foi registrada (ver vídeo) pelos próprios manifestantes. As imagens foram cedidas à Banda B após o final do confronto que envolveu a Guarda Municipal (GM) na manhã desta sexta-feira (3).

O primeiro e segundo vídeo mostram uma barreira feita pelos guardas em frente à porta que dá acesso ao plenário da Câmara. Manifestantes tentam entrar, mas são impedidos pelas forças de segurança. Há troca de palavras ríspidas entre os servidores e a GM. Ainda, em determinados momentos de ambas as imagens, é possível ouvir sons de disparos.
O inicio do terceiro vídeo, porém, mostra uma tentativa de conversa entre os guardas e os manifestantes. A tensão cai, mas os ânimos logo voltam a subir porque um dos manifestantes deita no chão. Os servidores, então, são novamente impedidos de se aproximarem da entrada que dá acesso ao plenário. Também é possível ouvir um disparo durante a ocorrência das imagens.
Confusão
O protesto acontecia em frente à Câmara quando os servidores foram para a parte de trás do prédio. Eles fizeram isso porque foram proibidos de entrar na Câmara, que tinha fixado o limite de 50 pessoas na casa.

Manifestantes feridos durante o protesto. Foto: Colaboração 
Manifestantes feridos durante o protesto. Foto: Colaboração 
Manifestantes feridos durante o protesto. Foto: Colaboração 
Manifestantes feridos durante o protesto. Foto: Colaboração 
Neste momento, houve empurra-empurra em um confronto entre servidores e a Guarda Municipal (GM). Foi aí que um manifestante foi atingido na perna com um tiro de bala de borracha. O sindicato afirma que, além dele, outras três pessoas ficaram feridas, sem necessidade de encaminhamento ao hospital.
Motivo
Manifestantes tentaram invadir o local para se posicionar contra a aprovação do projeto de lei (PL) 2404/2021, que altera a alíquota de contribuição previdenciária. De acordo com o município, a mudança visa alterar a alíquota de contribuição previdenciária para se adequar à Emenda Constitucional nº 103/2019. “A não adequação nessa emenda prejudica o recebimento de recursos federais”, diz parte da nota da Câmara enviada à imprensa.
Do outro lado, os manifestantes afirmam que as aprovações dos projetos discutidos no plenário aumentam a taxa da alíquota previdenciária de 11% para 14% aos servidores ativos e também aos aposentados. Com isso, segundo os representantes dos sindicatos, os contribuintes terão uma redução salarial de 3%.
Vídeos
Veja as imagens cedidas pelos sindicatos à Banda B.
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