Pesquisa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), revelada à Banda B nesta terça-feira (31), aponta que nove em cada dez pacientes que morrem pela Covid-19 hoje em Curitiba não completaram a imunização contra a doença. Segundo a secretária Márcia Huçulak, a cidade como um todo aderiu muito bem à campanha de vacinação, mas tem muita gente que ainda acha que uma dose é suficiente para evitar a doença.

“Tem uma coisa muito bacana no curitibano, que é o fato de a gente não ter dificuldade com adesão e busca para a segunda dose. Aqui, a população atende aos nossos chamados muito bem, mas 91% dos que internam não estavam completamente imunizados. Vale lembrar que a imunização se dá 14 dias após a segunda dose, então é necessário esperar esse tempo”, explica a secretária.
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Segundo a pesquisa, 91% dos internados não haviam recebido a primeira, a segunda ou completado os 14 dias para eficácia da vacina. Já entre as mortes, 89% dos pacientes não haviam completado a imunização. Os números tem como base o período de março a 16 de agosto de 2021.
Ao citar os números, a secretária diz que pessoas que receberam a Janssen passam a acreditar piamente na imunização. “Temos um conceito que as pessoas não entenderam ainda: nenhuma vacina no mundo protege você de não pegar Covid. O vírus está em alta transmissão no nosso meio, são quase 800 casos diários e mais de 8 mil pessoas com a doença ativa. Nenhuma vacina evita você de pegar Covid, mas sim promovem a defesa para que você, ao entrar em contato com o vírus, não fique grave e entre em óbito. Esse é o objetivo”, destaca.
Terceira dose
Na segunda-feira (30), Curitiba iniciou aplicação da dose de reforço para idosos de maior vulnerabilidade. A cidade começou pelos idosos de 60 anos ou mais das instituições de longa permanência e casas de idosos acamados acima de 70 anos. Segundo a SMS, a medida prevê reforçar a proteção das pessoas mais vulneráveis às complicações da doença diante do aumento de circulação das variantes P1 e Delta do coronavírus.
Huçulak diz que é natural a aplicação do reforço em idosos. “A imunossenescência é um fenômeno que acontece quando as pessoas envelhecem, que provoca uma resposta imunológica menor nos idosos, isso com todas as vacinas. Então, a partir de 180 dias da segunda dose, os pacientes vão ter uma de reforço, isso não tem a ver com laboratório, mas sim com o organismo humano”, conclui.
Pandemia não acabou
Por fim, Huçulak ainda voltou a reforçar que todos os cuidados sejam mantidos. “Nós temos conseguido reverter leitos, porque a população tem outras necessidades, não é só Covid. Felizmente não temos observado grande aumento nas internações, mas isso não exime as pessoas de entender que a pandemia não acabou. A gente adoraria não falar mais de Covid, mas ainda pedimos cuidados,
procura pelos serviços de saúde e uso de máscara, porque elas salvam vidas. Não é normal anunciar 19 ou 20 óbitos por dia, não podemos aceitar”, conclui.
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