A vereadora e primeira-dama de Fazenda Rio Grande (FRG), na Região Metropolitana de Curitiba, Nani Hammad, não ameaçou de morte o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Maringá, e a acusação contra ela teria sido feita apenas para prejudicá-la em uma disputa política. Pelo menos, foi isso o que disse a advogada que defende a parlamentar, Renata Simonetto Gonçalves, em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (27).

Nesta segunda-feira (23), a sessão ordinária da Câmara Municipal de FRG foi encerrada após o presidente da Casa reproduzir um áudio com a voz de Nani e uma suposta ameaça contra a vida dele. Assista ao vídeo abaixo com o momento:

A advogada afirma que o áudio se trata de uma conversa entre Nani e uma amiga, que foi gravada de forma clandestina por uma terceira pessoa, e que em nenhum momento a vereadora diz que ela é quem contratou alguém para matar Maringá. Ela estaria apenas relatando um fato que ouviu.

“No conteúdo do áudio vazado, é possivel perceber que não há qualquer tipo de ameaça realizada pela minha cliente. A senhora Nani apenas estava relatando um fato que ouviu a uma amiga e nada além disso. Em nenhum momento houve através daquele áudio a afirmação da minha cliente de que ela teria contratado determinada pessoa. Não fica claro quem contratou e quem é a pessoa contratada, ou porque teria ocorrido aquela ameaça”, disse a advogada.

Contexto

Simonetto também criticou a omissão da íntegra da conversa entre a vereadora e a amiga, o que impediria o entendimento adequado do áudio, já que não se sabe o contexto em que aquilo foi dito. “É uma conversa totalmente descontextualizada e não é possível concluir que houve uma ameaça com apenas 10 segundos de gravação”, afirmou ela.

O uso da gravação para indicar que Maringá sofreu uma ameaça de morte por parte de Nani teria sido “sensacionalista” e uma forma de desgastar a imagem da primeira-dama, tendo em conta que os dois estariam no centro de uma disputa política no município.

“Já tomamos algumas medidas cabíveis e com certeza tomaremos outras medidas também em face do senhor Alexandre, porque ali ele acabou tratando a situação de uma forma sensacionalista. Ele utilizou o sistema da Justiça para uma perseguição, desgaste, uma ofensa à imagem da Nani, tão somente por causa de uma disputa política”, defendeu Simonetto.

Na ocasião, o presidente da Câmara de FRG não soube explicar o motivo do suposto ataque. Havia a suspeita de que o objetivo seria impedir o avanço de investigações envolvendo Nani e o marido na casa legislativa.

Maringá registrou um boletim de ocorrência sobre o caso na delegacia e a suposta ameaça está sendo investigada pela polícia do município.

Denúncias

A primeira-dama é investigada pela Câmara Municipal por quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa e corre o risco de perder o mandato. Os vereadores analisam duas denúncias de que ela teria comprado 770 caixas de bombons sem licitação e, ainda, assediado servidores de várias secretarias do município.

Além disso, os parlamentares avaliam o pedido de cassação do marido dela, o prefeito Nassib Hammad (PSL). Nassib é acusado de abuso de autoridade, concussão, condescendência criminosa, precarização, crime de responsabilidade e crimes contra saúde pública.

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