Por João Pedro Alves

Não foi por falta de insistência ou de tentativas, mas ainda não foi na noite deste sábado (26), pela 2ª rodada, que o Coritiba balançou as redes pela primeira vez nesta Série A do Campeonato Brasileiro. Empurrado pela torcida e empolgado por ser a estreia no estádio Couto Pereira, o Coxa foi para cima e pressionou o Santos durante a maior parte da partida. Chances foram criadas, não na quantidade que poderiam pelo volume apresentado, e foram desperdiçadas. Como resultado, o placar não poderia sair do 0 a 0.

O próximo compromisso do Coritiba no Brasileirão está marcado para o próximo sábado (3) contra o São Paulo no estádio do Morumbi, em São Paulo. O foco agora, porém, está na Copa do Brasil. Isso porque na quarta-feira (30) enfrenta a Caldense-MG pelo jogo de ida da segunda fase da competição no estádio Ronaldão, em Poços de Caldas.

Coxa tem melhor momento e pressiona, mas Aranha evita abertura do placar

Depois da estreia com empate no Campeonato Brasileiro, o Coritiba voltou a campo disposto e com o único objetivo de vencer pela primeira vez. E encontrou do outro lado do gramado do estádio Couto Pereira um Santos na mesma situação, após ter ficado na igualdade com o Sport na primeira rodada. Foi um ingrediente a mais para deixar a partida com a promessa de ser disputada e aberta.

Foi o que aconteceu desde o início do duelo. Curiosamente, com o Peixe tomando mais a iniciativa no Alto da Glória ao valorizar a maior posse de bola jogando no campo de ataque. Enquanto isso, mesmo que com menos volume, o Coxa era mais agudo em suas chegadas. Isso ficou claro ao criar a primeira chance de gol com Zé Love – que se atrapalhou cara a cara com o goleiro e mandou para fora. Nada que o toque por cobertura de Gabriel em Vanderlei logo depois não respondesse à altura.

Passada a marca dos 15 minutos, tradicionalmente feita de estudos, o Coritiba deslanchou e foi para cima. O que se viu a partir de então foi um momento de grande pressão. Zé Love queria porque queria marcar contra o clube que o lançou no cenário nacional e ficou no quase duas vezes, em chutes de dentro da área que pararam em Aranha. Outro que ficou perto de se encontrar com as redes foi Jajá, que acertou uma bomba da intermediária que também ficou com o arqueiro santista.

Este momento de grande superioridade coxa-branca, no entanto, não resultou na inauguração do placar. Além disso, o ritmo intenso não foi mantido por tanto tempo – ainda que o Verdão seguisse melhor na partida. Com essa mudança, o Santos conseguiu se reequilibrar e voltou a dar as caras no ataque para evitar que um novo abafa acontecesse. Mas não criou nada que realmente levasse perigo.

E assim o primeiro tempo se encaminhou para o fim. Apesar do melhor momento e de ter chego com mais força à área adversária, faltou tranquilidade e capricho para o Coritiba ir para o intervalo em vantagem contra um Santos sem grande inspiração.

Superioridade alviverde continua, assim como falta de gols

Como descobriu a forma de se impor ao Santos durante aquele momento de pressão do primeiro tempo, o Coritiba tentou fazer o mesmo desde o início da etapa complementar. Não foi com aquela agressividade de antes, mas bastou para deixar o adversário acuado lá atrás. O problema era que o jogo voltou sem ritmo devido às faltas e nervoso, muito por influência da torcida que estava aflita nas arquibancadas à espera do primeiro gol.

O jogo era muito parecido com o que já havia acontecido nos primeiros 45 minutos. O Coxa jogava na intermediária impondo uma blitz, a dificuldade era a falta de agressividade e de lances agudos para fazer isso virar chances de abrir o placar. Passivo em campo, o Peixe tinha como principal função se defender e destruir as jogadas alviverdes. A partir daí, caso aparecesse a oportunidade, arriscava um contragolpe.

Os coxas-brancas tinham o domínio da partida e mereciam sair na frente pela postura apresentada. Mas apenas isso não é suficiente, é preciso balançar o barbante. Era justamente o que o time do Alto da Glória não conseguia fazer por pecar na armação de jogadas. Por isso, o chute de Robinho por cima da meta e um “sem pulo” de Geraldo que também se perdeu pela linha de fundo foram tão comemorados.

Assim como o tempo ia passando no cronômetro do árbitro, cada minuto perdido começava a dar a pinta de que o gol não sairia no Couto Pereira na noite deste sábado. Isso, claro, porque o Santos estava satisfeito com o empate e o Coxa não conseguia definir os lances que apareciam. Mas Zé Love, insistente, ainda tentou reverter esse quadro e acertou uma bicicleta no travessão do goleiro Aranha já aos 39 minutos.

Esse “quase gol” foi o último grande lance da partida. Nos minutos finais, as pontadas alviverdes já foram dadas sem aquela empolgação necessária. O placar estava definido antes mesmo do apito final. Quando ele foi soado, foi apenas para confirmar o 0 a 0 e mais um ponto na tabela para cada lado.

FICHA TÉCNICA
CORITIBA 0 X 0 SANTOS

Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR).
Data: 26 de abril de 2014, sábado.
Horário: 18h30.

Coritiba: Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Chico (Geraldo), Baraka, Gil e Robinho (Roni); Zé Love e Julio César (Jajá).
Técnico: Celso Roth.

Santos: Aranha; Cicinho, Jubal, David Braz e Emerson; Alison, Alan Santos e Cícero; Gabriel (Stefano Yuri), Thiago Ribeiro (Lucas Lima) e Leandro Damião (Geuvânio).
Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Público pagante: 12.354 pessoas.
Público total: 14.288 pessoas.
Renda: R$ 254.825,00.

Cartões amarelos: Luccas Claro, Zé Love, Gil (CFC). Cicinho, Alison, Alan Santos, Stefano Yuri (SAN).

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