Ainda vai render muito a informação, e cada vez mais, que começou a pipocar nos jornais digitais na noite de quinta, 17, dando conta daquilo que esta coluna indicou como possível, dias atrás: um general vai mesmo ocupar o lugar de Marcos Stamm, na direção Geral da Binacional de Itaipu.
Stamm, a bem da verdade, teve atuação correta, apesar de cercado, muitas vezes, de pressões políticas.
O escolhido de agora é o general Silva e Luna, que foi ministro da Defesa de Michell Temer. É nome muito conceituado nos meios militares.
MUITO HÁBIL
O general, respeitado por seu perfil técnico (engenheiro), ganhou do ex-diretor geral Luiz Fernando Viana, a seguinte expressão: “Ele tem todas as competências para o cargo, e habilidade política para conduzir as questões regionais”.
A posse de Silva Luna vai ainda depender de assembleia geral para ser convocado, cabendo ao governo federal sacramentar o nome escolhido pelo presidente da República.
APARELHAMENTO
O que se sabe é que Silva e Luna recebeu missões presidenciais bem objetivas, segundo agências de notícias. Uma delas – talvez a mais urgente – a de desaparelhar a Binacional, que esteve por 14 anos sob a bandeira do PT, com Jorge Samek. E 2,5 anos sob a influência de partidos políticos e seus deputados.
SER ECUMÊNICO
Samek, justiça se faça, foi sempre um habilidoso político ecumênico que não deixou a bandeira petista ir muito longe na empresa.
Mas a ordem dada ao general contempla também mexer em outros vespeiros, pois a Binacional esteve, desde o governo Temer, dividida por influências políticas, que contemplaram partidos como o MDB e PP, PR, PTB, em diversos momentos.
‘PASSAR O RODO’
Um dos alvos para “a passagem do rodo” que caberá ao general Silva e Luna será a Diretoria de Coordenação da Itaipu. Importantíssima na vida da Binacional, pois coordena quase tudo da Binacional.
Isso não quer dizer que a diretoria seja acusada, a priori, de irregularidades. Mas que terá certas áreas de sua atuação olhadas com lupa: “O general vai deter muito seu olhar sobre contratos da Itaipu. Caso em particular, os da área de Segurança”, diz fonte do setor de Engenharia da empresa.
DINHEIRO SOBRANDO
Outro “grande problema” do general será decidir como Itaipu aplicará seus recursos, a partir de 2023, quando ficará de caixa alta. O “problema” é que naquele ano a dívida contratada para a construção da empresa estará totalmente paga.
Outra missão: discutir novos termos financeiros do Tratado de Itaipu com o Paraguai.
Por último, mas não menos importante: Silva e Luna terá que colocar todas as suas habilidades políticas para tratar da redução do pagamento dos royalties às cidades paranaenses onde está instalada a Usina.
O repasse que Itaipu faz é maior, 3 vezes, do que todas as outras hidrelétricas, no país todo, fazem para cidades que paga royalties.
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