Cida e Beto Richa: não perderam o juízo

Uma de minhas leituras diárias essenciais é da coluna de Fábio Campana no Diário Indústria & Comércio, e seu blog, disponível na web, donos de um universo impressionante de leitores.

Às vezes até me surpreendo com as informações privilegiadas e trabalhadas com a maestria com que o jornalista e escritor comunica fatos, especialmente os do nosso mundo político local.

Os textos são até elegantes, especialmente expondo um autor dotado de multivisão diferenciada cultural; às vezes, no entanto, são duros e cômicos ao mesmo tempo (me lembro daquele, histórico, com que mostrou “frouxos intestinais” de Rafael Greca num avião em pleno voo); mas são sempre textos montados em realidades incontestáveis. Até porque ele não é idiota de se expor a processos por calúnia e difamação; muito menos, de perder a credibilidade de um público que, gostando dele ou não, não pode ignorá-lo, sob pena de não acompanhar a realidade do Paraná do dia a dia.

Deonilson Roldo: foi “exemplado”

SINAL DE ALERTA

Nesta quinta, 24, por exemplo, sem alardes, combinando informação fidedigna com interpretações as mais neutras possíveis (será possível informação neutra?) Campana informa que um fio muito tênue separa o governo de Cida Borghetti do de Beto Richa.

Deu o sinal de perigo, luz vermelha no universo palaciano.

A separação estaria clara para o jornalista: há um estilo Cida de governar, plural, aberto, com ampla dose de fraternidade, que se mostra também irredutivelmente refratário a supostos mal feitos de secretários e outros funcionários comissionados que herdou de Richa.

“FADIGA DOS MATERIAIS”

Campana refere-se claramente a secretários, alguns atuando por oito anos na administração pública; cita-os como autores de ato desabonadores (sem nominá-los, é certo); esse grupo teria chegado a uma certa “fadiga dos materiais”, a um estado “non sense” em relação aos simples mortais cidadãos. Eles se tornaram empedernidos à crítica dos opositores e proprietários exclusivos da verdade.

Fábio Campana: verdades cortantes

A verdade deles no Governo. Num universo por vezes mais pessoal que público.

DEONILSON ROLDO

Desta vez Campana não cita, mas o caso mais emblemático dessa “fadiga dos materiais” seria do notoriamente ex-todo poderoso (e arrogante, digo eu) Deonilson Roldo.

Cida não teve nenhuma dificuldade em defenestrar Deonilson do cargo para o qual, a pedido de Beto Richa, tinha colocado o ex-jornalista como diretor da Copel.

Cida, para o analista, não compactuará com nomes envolvidos em mal feitos. Esse distanciamento não respinga no ex-governador, é claro.

E eles não romperão, até porque, a esta altura do campeonato e do período pré-eleitoral, nenhum deles perdeu o juízo.


LUIZ CARLOS MARTINS ANUNCIA CHEGADA DA FM 107-1

Nesta quinta-feira, 24, Luiz Carlos Martins, o homem de rádio por excelência – “sob inspiração de Santa Rita”, conforme ele diz – consumou um sonho, ao assinar a documentação final para a instalação da Rádio Banda B FM 107-1, e AM 550, fato que se dará em 11 de junho próximo.

EM SEGUNDO LUGAR

Nesse caso, o político fica em segundo lugar. Acho mesmo que até que há um gosto amargo de Luiz Carlos em relação a esse universo político em que, por sete mandatos, o homem de rádio tem trânsito entre o Legislativo e Executivo, sempre lutando o bom combate, guardando uma fé inabalável no ser humano, especialmente “aquele não contaminado pela soberba e pela ânsia do poder”, como costuma dizer.

PARA BEM ENTENDER

Tento fazer exegese do anúncio que Luiz Carlos Martins me faz sobre esse novo capítulo de sua competente vida empresarial em que, antes de lucros e bens materiais, tem contado a dedicação a servir o próximo; coisa de um cristão infenso às pelejas nem sempre claras das artimanhas e conchavos da política nativa.

A TRÊS AMIGOS

Fico grato ao amigo Luiz Carlos: só três comunicadores – “que estão comigo há anos” – mereceram a informação em primeira mão: Carneiro Neto, Fábio Campana e eu.

A PRIORIDADE

Em tom que até pode parecer messiânico, Luiz Carlos sela a informação:

“Sou homem de fé. Tive nas últimas horas uma percepção claríssima que o Senhor me quer preferencialmente é nesta frente de batalha, para a qual me preparou de maneira muito particular – o rádio. E o rádio agora, mais do que nunca, minha prioridade”.

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