Ministra da Economia da Alemanha, Brigitte Zypries – Reprodução TV

A ministra da Economia da Alemanha, Brigitte Zypries, afirmou que a Europa implementará medidas retaliatórias, caso os Estados Unidos confirmem tarifas contra aço e alumínio. “Isso gerará problemas no comércio global, se os EUA impuserem tarifas abrangentes sobre alumínio e aço”, comentou ela. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, disse que pretende impor as medidas, sob o argumento da segurança nacional. Detalhes sobre as medidas devem ser divulgados na próxima semana, segundo o governo americano.

“Caso Trump transforme suas palavras em ações, a Europa responderá de maneira adequada”, afirmou a ministra alemã. Ela declarou ser “incompreensível” que as importações de aço europeias possam representar ameaça à segurança nacional dos EUA “Alguém que fala tanto sobre comércio justo como o presidente Trump não deveria optar por tais medidas injustas”, disse ela.

Prejuízo

O ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel, afirmou  que as tarifas anunciadas pelo presidente Trump sobre as importações de aço e alumínio prejudicam de maneira injusta seus aliados da Europa. “Diferentemente de outros países, as companhias alemãs e europeias no setor de aço e alumínio não praticam dumping nos preços para conseguir uma vantagem competitiva injusta”, afirmou a autoridade alemã em comunicado na manhã desta sexta-feira.

Gabriel afirmou que a decisão de Trump atingiria de maneira mais dura “precisamente” as exportações e o mercado de trabalho europeu. Segundo o ministro, os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) achariam “impossível de entender” o argumento do presidente americano de que as tarifas para proteger empresas americanas seriam uma questão de segurança nacional.

A autoridade alemã pediu ainda que Trump reconsidere as medidas. “Nós precisamos fazer todo o possível para evitar uma guerra comercial internacional”, afirmou.

O presidente da Associação Alemã do Aço, Jürgen Kerkhoff, também disse que as tarifas anunciadas pelos EUA teriam um impacto negativo para as siderúrgicas europeias. Os 13 milhões de toneladas que os EUA pretendem cortar em importação podem acabar diretamente na Europa, que já lida com um excesso de capacidade no setor, comentou Kerkhoff. Ele pediu uma ação da União Europeia, para que os países europeus não “paguem a conta pelo protecionismo americano”.

No ano passado, as importações de aço laminado na UE aumentaram 1%, para 32%, novo recorde, segundo a associação alemã. Os EUA, por sua vez, compraram 1 milhão de toneladas de aço laminado do bloco europeu no ano passado, sendo o mais importante destino de exportação para as siderúrgicas europeias fora do bloco. Fonte: Dow Jones Newswires.

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