Localidades que há relatos de abalos, não confirmados pela USP. Foto: Sismo/USP

 

Moradores dos municípios de Rio Branco do Sul e Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba, relataram tensão no momento do tremor de terra, na madrugada desta segunda-feira (18). O susto de ver os móveis balançando acompanhou a falta de informação que durou horas até a confirmação do que, realmente, tinha acontecido nas cidades. Além delas, outros municípios também têm relatos de moradores – Campo Magro, Almirante Tamandaré. O terremoto também atingiu a cidade do norte pioneiro, São Jerônimo da Serra.

No epicentro do terremoto, segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), a cidade de Rio Branco do Sul atingiu 4,5 graus de magnitude pela escala Richter. O tremor foi sentido à 0h16 e diversos moradores fizeram relatos de medo e insegurança, entre eles, o segurança de uma empresa privada, João Ribeiro, que estava em casa, no bairro Papanduva.

“Foi um susto, a gente fica preocupado, todo mundo saiu para a rua, os vizinhos aqui pra ver o que estava acontecendo. Um perguntando para o outro, o pessoal achou que era assalto a banco, mas eu achei estranho porque era cedo, geralmente, os caras assaltam mais tarde, quase amanhecendo. Depois que a gente foi saber, só”, contou à Banda B.

Outra moradora do Centro do município, Maria Vitória, disse que a casa dela é feita de madeira e, por isso, talvez tenha sentido ainda mais o impacto do terremoto. “Tremia tudo, minha casa é de madeira, assoalho, mexeu tudo, guarda-roupa, cozinha. Graças a Deus não quebrou nada”, detalhou a jovem de 27 anos, que trabalha em uma lanchonete.

Já Luciano Silva, morador do bairro São João, em Itaperuçu, município vizinho a Rio Branco do Sul, relatou à Banda B também ter sentido os abalos. “Escutei um barulho, achei que fosse a pedreira, moro aqui perto, mas vi que não era. Entrei nos grupos do WhatsApp e vi que todo mundo tinha sentido, ninguém sabia direito o que era. É uma sensação de medo muito grande”, descreveu.

Em Almirante Tamandaré e Campo Magro, os moradores também relataram tremor, mas não há informações sobre intensidade ou duração. Já na cidade de São Jerônimo da Serra, o terremoto atingiu 5,1 graus de magnitude.

Além do susto com o tremor, a falta de informação fez com os moradores das regiões afetadas não conseguissem voltar à rotina. “Passei o maior susto, um terror verdadeiro, a casa tremeu, não sabia o que fazer. Quando começou a tremer eu não sabia o que fazer, aquele quarto balançando. O pior é não saber o que era, fiquei com medo de sair lá para fora. Já não consegui dormir mais, passei a noite em claro, queria saber o que era aquilo”, concluiu a chacareira Maria Josete, que mora na localidade de Rio Abaixo, em Rio Branco do Sul.

 

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