A presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote de água sem gás da marca Crystal levou ao recolhimento dos produtos das prateleiras dos mercados. O mesmo microrganismo já havia sido identificado em produtos da Ypê, que também tiveram a comercialização afetada.

Embora envolvam a mesma bactéria, os dois casos não têm relação conhecida. No caso da Ypê, a presença do microrganismo foi atribuída a falhas no controle microbiológico durante o processo de fabricação. Já a água Crystal foi recolhida após a identificação da bactéria em um lote específico do produto.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada naturalmente no meio ambiente, principalmente em locais úmidos, como solo, água, pias, ralos e equipamentos expostos à umidade. Embora nem sempre represente risco, ela é considerada um importante agente infeccioso por sua capacidade de sobreviver em diferentes condições e desenvolver resistência a diversos antibióticos.
Na maioria das pessoas saudáveis, o contato com a bactéria não causa doenças. O risco é maior para pessoas com o sistema imunológico comprometido, pacientes hospitalizados e indivíduos com queimaduras, feridas abertas ou doenças respiratórias crônicas. A Pseudomonas aeruginosa pode atingir diferentes partes do corpo, provocando infecções nos pulmões, trato urinário, corrente sanguínea, pele e ouvidos.
Os sintomas variam conforme a região afetada e a gravidade da infecção. Em casos mais leves, podem surgir vermelhidão, dor ou secreção no local infectado. Já em situações mais graves, especialmente em pacientes hospitalizados, a bactéria pode causar pneumonia, sepse e outras complicações potencialmente fatais. Um dos principais desafios no tratamento é a resistência que algumas cepas apresentam aos antibióticos, o que pode tornar o combate à infecção mais complexo e exigir terapias específicas.
Anvisa manda recolher lote de água Crystal contaminado com bactéria
A Anvisa comunicou que garrafas de água mineral sem gás da marca Crystal estão sendo retiradas voluntariamente dos mercados. Fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda. em Luziânia (GO), o lote teria sido contaminado com uma bactéria perigosa.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (3), a Anvisa relatou que a empresa já começou o recolhimento voluntário do produto. De acordo com o fabricante, 374,4 mil garrafas de água sem gás de 500 ml foram contaminadas.
A princípio, os produtos foram distribuídos no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Até o momento, não foram registradas reclamações de consumidores.
O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/1/2027. Consumidores que tiverem as garrafas em casa não devem consumir o produto e precisam aguardar orientações públicas da empresa.
De acordo com a Mineração Bom Jesus, já foram recolhidas cerca de 99,2% das garrafas que estavam em prateleiras de mercado e outros comércios. Além disso, o recolhimento do produto contaminado nas distribuidoras foi imediato.
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