O influenciador digital Gleiciano Martins de Sousa, conhecido por gastar R$ 100 mil para ficar parecido com o ator Cauã Reymond, voltou a ser alvo do Ministério Público e pode ter a prisão decretada novamente por descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.

Morador de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, ele ganhou notoriedade nas redes sociais ao revelar os valores que investiu em cirurgias plásticas e procedimentos estéticos com o objetivo de se parecer com o ator da Globo.
Com a fama, Gleiciano também enfrentou problemas na Justiça com a divulgação de plataformas de jogos nas redes. Ele havia sido preso em 2025, suspeito de integrar um esquema criminoso que envolvia estelionato, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que o grupo atuava com plataformas fraudulentas de jogos de azar online, conhecidas popularmente como “Jogo do Tigrinho”. Segundo o Ministério Público, nos últimos dias, ele teria violado de forma reiterada a proibição de acessar redes sociais, uma das condições estabelecidas após sua soltura.
Influencer que queria parecer com Cauã Reymond pode ser preso por descumprimento de medidas cautelares
Após deixar a prisão, ele passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição total de uso da internet. Apesar disso, o influenciador voltou a publicar vídeos e conteúdos digitais.
De acordo com o Ministério Público, a conduta não foi pontual. O órgão afirma que houve violação sistemática das regras judiciais, demonstrando, segundo a acusação, desrespeito às determinações impostas.
Nos vídeos publicados, Gleiciano relatava experiências vividas no período em que esteve preso, além de mostrar a rotina com monitoramento eletrônico. Mais recentemente, ele também passou a abordar temas políticos, buscando engajamento com novos públicos.
Para o Ministério Público, o influenciador estaria utilizando justamente a visibilidade obtida após a prisão como estratégia para ampliar sua presença digital, o que reforçaria o descumprimento das medidas impostas.
Investigação e atuação no esquema
As apurações da chamada “Operação Quéfren” indicam que o influencer que gastou R$ 100 mil para parecer com o ator Cauã Reymond teria desempenhado papel relevante na atração de vítimas para o esquema. Conforme a investigação, ele foi recrutado para divulgar uma plataforma fraudulenta, recebendo pagamento para atrair usuários.
A estratégia envolvia o uso de contas programadas para simular ganhos fáceis, com o objetivo de induzir novas apostas e ampliar o alcance da fraude.
Diante das supostas violações, o Ministério Público solicitou novas providências à Justiça, incluindo a possibilidade de revogação das medidas cautelares e retorno do influenciador ao sistema prisional. O caso segue em análise.
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