O Departamento de Justiça dos Estados Unidos vem liberando desde setembro do ano passado uma série de arquivos sobre o abusador sexual Jeffrey Epstein. Em 30 de janeiro de 2026, o órgão soltou mais de 3,5 milhões de documentos relacionados ao caso, incluindo e-mails, fotos e outros tipos de comunicação que ligam o criminoso a figuras poderosas do mundo todo.
Os arquivos são públicos, com consulta diretamente pelo site do governo dos EUA, mas outra aplicação vem chamando atenção nas redes sociais. O site “Jmail” (um trocadilho entre o primeiro nome do magnata e ao e-mail da Google) simula a interface da caixa de e-mail de Epstein, com fácil consulta aos arquivos liberados pela Justiça norte-americana.

A aplicação é de autoria do engenheiro de software Riley Walz e do desenvolvedor Luke Igel, ambos dos EUA. Praticamente todas as funções reais de uma caixa de e-mail estão disponíveis, como “busca de e-mail”, “enviados”, “anexos” e “favoritos”.
Todos os arquivos fazem parte dos documentos revelados pela Justiça americana, incluindo suas censuras. Pessoas como o ex-presidente dos EUA Bill Clinton e o músico Mick Jagger aparecem ao lado de Esptein em fotos.
A aplicação é gratuita e pode ser acessada neste link. Já os arquivos originais do Departamento de Justiça estão disponíveis aqui.
Fotos, realidade virtual, registros de voo e mais
Ainda dentro do site é possível localizar outros itens relacionados ao bilionário, encontrado morto em sua cela de prisão em 2019. Os desenvolvedores criaram outros ambientes que simulam diferentes interfaces, como um “Jacebook” (que simula o feed da rede social da Meta), “JPhotos” (compilando todas as fotos liberadas até o momento) e o “JFlights” (que apresenta os registros de voos de Epstein e outros envolvidos na rede de tráfico sexual).
Na plataforma, há até mesmo uma ferramenta de realidade virtual em que é possível fazer um “tour digital” pelas propriedades de Epstein. Outra opção é o “JAmazon” (em referência à varejista de Jeff Bezos), que mostra as compras realizadas pelo empresário no site.
Devido ao volume de dados e documentos liberados, nem todos estão disponíveis ainda para consulta na aplicação. A ideia dos criadores é atualizar o portal ao longo das próximas semanas
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