O gesto e a decisão da família de um adolescente, de 16 anos, emocionou a equipe inteira de um hospital de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Eduardo Wazne Pedroso teve órgãos doados, e a despedida dele foi marcada por aplausos no “Corredor da Honra” do hospital.
Eduardo morreu em decorrência da meningite dois depois de dar entrada no hospital. A Santa Casa de Ponta Grossa informou à Banda B que o adolescente chegou ao hospital na quarta-feira (17), quando relatou dores no ouvido e na cabeça. Em seguida, ele foi diagnosticado com a doença.
A morte cerebral do jovem foi confirmada na sexta-feira (19). Segundo o hospital, a família autorizou a doação dos órgãos logo em seguida. Os rins e o fígado de Eduardo ajudaram a salvar três pessoas. A partida dele causou intensa comoção na comunidade onde ele vivia.
Antes do sepultamento do corpo, Eduardo foi aplaudido por familiares, médicos, enfermeiros e demais colaboradores no “Corredor da Honra”, momento que emocionou quem participou da despedida.
Vídeo compartilhado pelo próprio hospital mostra dezenas de pessoas ocupando os corredores do hospital enquanto seguram balões brancos. Sobre uma maca, o corpo dele deixa a Santa Casa. Ele foi sepultado no sábado (20), em Ponta Grossa.

“Hoje o Hospital Santa Casa se encheu de silêncio, lágrimas e gratidão. No Corredor da Honra, familiares e colaboradores do hospital prestaram sua última homenagem de despedida ao jovem Eduardo Pedroso. Em um gesto de imenso amor, sua família escolheu a doação de órgãos, permitindo que a vida renasça em muitos”, diz a legenda do vídeo.
Em nota, o Instituto Federal do Paraná (IFPR) lamentou a morte do estudante. “A Direção-Geral do Campus Curitiba decretou luto oficial de dois dias no Centro de Referência de Ponta Grossa em memória de nosso querido estudante Eduardo”, disse a instituição.
Meningite: o que é e quais são os sintomas
De acordo com a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR), o Estado registrou 866 casos e 88 óbitos por meningite entre 29 de dezembro de 2024 e 13 de setembro deste ano.
No mesmo período de 2024, foram confirmados 931 casos e 81 mortes em decorrência da doença.
No Brasil, a meningite é considerada endêmica, com casos registrados ao longo de todo o ano, embora surtos e epidemias possam ocorrer ocasionalmente.
As meningites bacterianas são mais frequentes durante o outono e o inverno, enquanto as virais tendem a se manifestar na primavera e no verão. Estudos também indicam que homens são mais afetados pela doença, segundo o Ministério da Saúde.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas.
A meningite bacteriana é geralmente mais grave e os sintomas incluem febre, dor de cabeça e rigidez de nuca. A doença também pode estar associada a mal-estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e status mental alterado (confusão).
Em recém-nascidos e bebês, alguns dos sintomas descritos acima podem estar ausentes ou difíceis de serem percebidos. O bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer letárgico ou irresponsivo a estímulos
Os sintomas iniciais da meningite viral são semelhantes aos da meningite bacteriana: febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, náusea, vomito, falta de apetite, irritabilidade, sonolência ou dificuldade para acordar do sono, letargia, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz).
- Transmissão: em geral, ocorre de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Também ocorre a transmissão fecal-oral, através da ingestão de água e alimentos contaminados e contato com fezes.
- Sintomas: a meningite é uma síndrome na qual o quadro clínico geralmente é grave. Por isso, no momento em que achar que você ou alguém pode estar com sintomas de meningite deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.
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