A madrugada virou alvo fácil para criminosos em Curitiba. Nem restaurantes e bares estão livres da ação de bandidos que, em busca de lucro fácil, passaram a invadir estabelecimentos para furtar óleo de cozinha usado — produto que, apesar de descartado, tem alto valor no mercado clandestino. Um dos casos mais recentes aconteceu por volta das 2h50 da madrugada de domingo (17), em um restaurante no bairro Rebouças.

As câmeras de segurança registraram o momento em que os criminosos chegam com um galão grande para armazenar o óleo, cortam o cadeado de uma porta com alicate e entram no local. No vídeo é possível ver toda a ação — que acabou frustrada, já que o óleo não estava ali, apenas lixo. Veja o vídeo abaixo.

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Foto: Reprodução.

O empresário Gustavo Grassi, dono do restaurante, contou que já tinha recebido a “visita” dos mesmos homens dias antes.

“Qual é o modus operandi deles? Eles foram nas minhas duas empresas, uns 15 dias atrás, querendo recolher o óleo. Foram falar com o responsável, com o gerente, para recolher o óleo. Só que a gente não forneceu, porque nós temos uma empresa que recolhe e nos dá um laudo de destinação final do óleo. Eles foram embora, esses dois rapazes”

contou o empresário Gustavo Grassi.

Dias depois, os dois homens voltaram. Mas dessa vez não era para “oferecer um serviço” e sim para cometer um crime. Eles arrombaram a porta, mas não encontraram nada.

“Arrombaram a porta, uma porta que era lixeira. Eles tentaram levar, entraram, viram que não tinha nada e óleo não estava lá, só tinha lixo, e foram embora. Mas houve a tentativa do furto do óleo, que a gente coloca em outro local, preservado para evitar esse tipo de coisa”.

disse o empresário.

Segundo o empresário, furto de óleo ele ainda não tinha sido vítima, mas a onda de crimes não é isolada.

“Estamos passando, nos últimos meses, uma avalanche de furtos. Tanto é que nós gastamos na loja da Silva Jardim R$ 28 mil para aumentar a segurança da loja. Fizemos toda grade na parte interna, porque nós fomos furtados seis vezes durante a madrugada entre uma da manhã e seis e meia da manhã. Entre meados de junho até começo de julho”

desabafou Gustavo Grassi.

Veja o vídeo da ação:

Denúncia

A denúncia também preocupa a Associação de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), que vem acompanhando os casos de perto. O presidente da entidade, Fábio Aguayo, afirma que a situação já saiu do controle.

“Eles perderam o medo de atacar, eles estão atacando deliberadamente, seja de dia, de noite, são várias situações e a gente está criando cartilhas para orientar o empresário, tutoriais de explicação, porque alguém tem que tomar providência quanto a isso, porque já passou do limite”

comentou Fábio Aguayo.

Segundo ele, o óleo usado é alvo de um mercado clandestino.

“Existe um mercado paralelo, um mercado clandestino, que eles levam, não sei se é para São Paulo ou Rio, e aí lá eles comercializam, mas aqui no Paraná nós temos empresas que fazem convênio, parceria com os estabelecimentos, para a destinação correta, inclusive ganha certificado dos estabelecimentos. Esse óleo tem valor comercial, muitos estabelecimentos vendem o óleo usado. Eles furtam desses estabelecimentos, causando prejuízo para toda a categoria”.

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