Os dois jovens investigados pela tentativa de latrocínio contra um motorista de aplicativo, em Curitiba, se apresentaram na delegacia na noite desta quarta-feira (18). Renan Covalski Martins Lima, de 18 anos, e Pablo Amorim da Silva, de 19 anos, confessaram ter participado do crime.

O caso aconteceu no último dia 3 de junho. Na ocasião, o motorista de aplicativo foi sequestrado, assaltado e jogado de uma ponte do Rio Iguaçu, no limite entre Curitiba e Fazenda Rio Grande.
Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil deflagrou uma operação para capturar os quatro homens que participaram do crime, sendo dois adolescentes. As ordens judiciais foram cumpridas no bairro Sítio Cercado. Um adolescente foi apreendido e um homem – que não tem participação no assalto – preso em flagrante com uma motocicleta com placa adulterada.
A polícia divulgou os nomes de Renan e Pablo como foragidos. Diante disso, eles se apresentaram na delegacia e confessaram participação no crime.
Em entrevista ao repórter Marcelo Borges da RICtv, a advogada Daniely Mulinari, que representa os dois, afirmou que os clientes não se entregaram antes por medo de represálias.
“Estou bem contente com a iniciativa deles de se apresentar essa noite em delegacia, embora tenha passado 15 dias já dos fatos. Diante da represália da população bem como da polícia que tem invadido diversas residências atrás dos clientes, eu orientei que eles aguardassem o melhor momento para se apresentar. Eles estão com uma prisão temporária”, disse.
O crime
Conforme relato do motorista de aplicativo, durante o trajeto ele foi agredido com coronhadas e desmaiou. O grupo assumiu o controle do carro e passou a exigir senhas bancárias da vítima. Vídeos registrados por câmeras de segurança mostram os suspeitos circulando com o carro da vítima e usando os cartões dela para fazerem compras.
Após o sequestro, o motorista foi amarrado e jogado de uma ponte do Rio Iguaçu, onde passou a madrugada ilhado em uma área com entulhos. Ele foi resgatado, na manhã seguinte, com sinais de hipotermia pelo Corpo de Bombeiros após gritar por socorro. Os criminosos ainda teriam atirado pelo menos três vezes contra ele. Os disparos, contudo, não atingiram a vítima.
O carro da vítima foi escondido pelos suspeitos, mas foi localizado dias depois.
Daniely Mulinari destacou que Renan e Pablo poderão esclarecer exatamente quais foram as participações deles no crime.
“Como é um caso bem midiático, então sai muita coisa que não é realidade. Hoje, com depoimento, a gente vai conseguir esclarecer bastante coisa e eles vão pagar pelo que fizeram, e assumir o que realmente fizeram na proporção do que fizeram”, pontuou.
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