Os dois presos pela morte de Ezequiel da Costa, de 52 anos, tiveram a prisão temporária convertida em preventiva. As investigações sobre o crime, que aconteceu em novembro de 2024, no bairro Boqueirão, em Curitiba, foram concluídas. A Polícia Civil descobriu que a ex-mulher da vítima, de 44 anos, ofereceu R$ 100 mil a um comparsa, de 56, para que ele a ajudasse no crime.

Conforme a polícia, o pagamento, porém, estaria condicionado à venda da casa onde Ezequiel morava, motivo de disputa entre o ex-casal. Os dois, a mulher e o homem, foram presos pelo crime em fevereiro deste ano.
De acordo com as investigações, Ezequiel foi morto a tiros ao chegar em casa. Os suspeitos aguardavam dentro do imóvel, após terem deixado uma motocicleta estacionada a uma quadra dali e seguido a pé até a residência.
Separados há quase dois anos, Ezequiel e a ex-mulher mantinham um histórico de conflitos pela posse da casa. Em 2023, ele foi obrigado a deixar o local por decisão judicial, quando a mulher levou um namorado para morar com ela.
Posteriormente, ela se mudou e Ezequiel retornou ao imóvel, intensificando as desavenças. Conforme relatos colhidos pela polícia, a suspeita teria ameaçado matar o ex-marido em mais de uma ocasião.
“O crime foi meticulosamente planejado, e a motivação principal era a disputa pela residência. Os suspeitos premeditaram cada etapa da ação, desde a espera dentro do imóvel até a tentativa de ocultar o envolvimento com o homicídio”
afirmou o delegado Ivo Viana.
As câmeras de segurança da rua registraram a dinâmica do crime. Nas imagens é possível ver primeiro o momento em que os assassinos chegam, depois a vítima chega e, em seguida, os atiradores vão embora, após o crime.
Veja o vídeo abaixo:
Prisão dos suspeitos
A polícia reuniu elementos que vincularam os dois investigados ao crime, obtendo do Judiciário o mandado de prisão. Durante as apurações, a polícia verificou que os suspeitos chegaram a residir juntos no fim de 2024 em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, sem manter relação afetiva.
O homem, dono da motocicleta usada no homicídio, teria aceitado participar do crime mediante a promessa do pagamento. O dinheiro, porém, nem chegou a ser levantado, pois eles foram presos antes.
Ambos os suspeitos foram presos temporariamente, mas tiveram as prisões convertidas em preventiva. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e responderão presos à ação penal.
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