A indefinição quanto ao futuro do atacante Alef Manga no Coritiba se tornou uma verdadeira novela nos últimos meses. E a cada capítulo, um enredo diferente, até chegar ao seu final, com o jogador ainda cumprindo pouco menos de um mês até concluir sua punição e ser reintegrado ao elenco.
Porém, no final de junho, por pouco o desfecho não foi outro. O então diretor de futebol do Coxa, Paulo Autuori, criticou publicamente o fato de Alef Manga ter chances de voltar a trabalhar no clube. Inclusive, usou as redes sociais do Alviverde para expor suas ideias, que eram de negociá-lo.
E neste vídeo, citou nominalmente o executivo de futebol William Thomas. Algo que gerou uma disputa interna no Coritiba, tendo o ex-CEO Carlos Amodeo como um dos que defendiam que o atacante fosse reintegrado após cumprir a suspensão. Na época, Autuori chegou a questionar se o torcedor queria ficar do lado certo ou errado da história.
Dois meses depois, com Autuori e Amodeo já fora do clube, o único diretor remanescente envolvido nesta polêmica é William Thomas, que se esquivou ao falar o que o levou a mudar de opinião, uma vez que dividia o mesmo pensamento do então diretor de futebol, e alegou apenas que estava defendendo os interesses do Coritiba.
“Quando a instituição como um todo constrói uma decisão, sou parte dela, dando minha posição, como foi nesse caso. Não tenho objeção nenhuma (sobre a volta do atleta). A gente espera que ele possa contribuir quando for liberado”, afirmou o dirigente.
Mudança de planos
Ainda sobre a opinião de Paulo Autuori na época, William Thomas reforçou que com o andamento do processo, o Coxa também foi mudando seus interesses na história. Se antes via Alef Manga como fora dos planos, à medida que a questão jurídica foi sendo esclarecida, o clube também viu como um ganho técnico a volta do atleta.
“A questão foi tratada no âmbito jurídico, em um determinado momento havia um direcionamento e foi priorizado seguir uma linha que era de interesse econômico do clube. Agora damos seguimento depois de termos a liberação de o atleta ter um espaço desportivo no clube”, explicou.
Coritiba escapou de perder pontos
O ponto crucial nessa novela foi a briga entre a defesa de Alef Manga e a diretoria do Coritiba. O então advogado do atleta, Jefrey Chiquini era que a suspensão terminaria no final de julho. caso o Coxa utilizasse Alef Manga desde o dia 25 de julho até o dia 25 de setembro (entre a pretensa liberação e a liberação de fato), o clube poderia perder até 33 pontos.
Como o STJD deixou claro no julgamento de quarta-feira (28), o atacante estaria jogando irregularmente, a cada jogo que ele atuasse o Alviverde perderia três pontos, com qualquer resultado. Punição que praticamente rebaixaria o clube.
“Primeiro deixar claro que o clube buscou toda a segurança em relação aos aspectos jurídicos. O clube foi competente, sensato e tratou este tema com muita sabedoria, dos problemas que poderiam ter ocorrido com a utilização precoce dele, que em nenhum momento esteve liberado. É um atleta que é um ativo do clube, está tendo suporte desportivo desde que foi reintegrado. Nós temos projetado até o dia 25, quando acaba a punição, que ele mantenha o condicionamento, e a partir de então, a comissão técnica vai decidir como e quando ele vai ser utilizado”, afirmou Thomas.

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.