Um homem foi agredido em um ônibus da linha 505 – Boqueirão/Centro Cívico, próximo ao tubo Paiol, no bairro Prado Velho, em Curitiba, no início da tarde desta sexta-feira (9). O caso aconteceu após duas estudantes adolescentes relatarem um caso de assédio dentro do veículo do transporte coletivo. Outro passageiro, que teria ficado indignado com a situação, tentou defender as meninas.

assédio ônibus Curitiba
Estudantes denunciam assédio dentro de ônibus, e caso termina em confusão com ameaça de tiros em Curitiba. Foto: Marcelo Borges/Banda B

Em entrevista à Banda B, as duas adolescentes, que não serão identificadas, relataram que o suspeito já estava no ônibus quando entraram. Elas se sentaram à frente dele. A partir de determinado momento, o homem teria começado a interagir com as meninas, falando sobre assuntos ligados a futebol. Depois, o suspeito teria começado a tocar nas meninas.

Começou a puxar assuntos bobos. Depois, ele falou: “toca aqui”. Só que ele viu que a gente estava desconfortável. Outro rapaz, que estava mais para trás, também viu. Quando chegamos perto do tubo do Paiol, ele [defensor] se revoltou, porque começou a ficar muito chato, levantou e começou a falar.

relato de uma das estudantes feito à Banda B.

O suspeito, ao notar a ação do outro passageiro, ameaçou efetuar disparos. Ele estaria bêbado.

Aí, ele deu um soco no cara. Depois, deu um chute e desceu. O bêbado não chegou a nos dizer [algo para nos ofender], só ficava tocando na gente. Ele estava tocando na gente, estava assediando. O outro passageiro percebeu, ficava olhando e viu que nós estávamos desconfortáveis. Foi quando ele levantou e mandou o cara parar. Iniciou o bate-boca, a ameaça dos tiros e a agressão.

relato de uma das estudantes feito à Banda B.

O SIATE do Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar (PM) foram até o local. O subtenente Batista, dos bombeiros, explicou que o suspeito não ficou com ferimentos graves.

Quando chegamos, ele não apresentava uma lesão. Mas vamos levá-lo para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para ser melhor atendido.

Batista, subtenente do Corpo de Bombeiros.

Não há informações de registro de boletim de ocorrência sobre este relato de assédio dentro de um ônibus em Curitiba.

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