Por Elizangela Jubanski e Daniela Sevieri
Prima encontrou garota morta caída no chão do quarto. Foto: DS/Banda B
Uma estudante de Direito foi encontrada morta dentro de casa na noite desta quarta-feira (31), no bairro Boqueirão em Curitiba. Mahara D’avila Scremim, 23 anos, estava caída no chão do quarto e foi encontrada pela prima, por volta das 19 horas. A casa está revirada e a universitária está com dois cortes da faca no pescoço.
Segundo parentes próximos, os pais moram no Litoral do Estado e pediram que a prima fosse até a casa de Mahara já que ela não respondia às mensagens e passou o dia sem atender o telefone. A garota mora sozinha, em uma casa na rua Oliveira Viana, e a prima a cerca de duas quadras.
Para a polícia, a prima contou que notou que havia algo de errado quando viu que os cômodos da casa estavam bastante desarrumados. A jovem foi encontrada morta no chão do quarto, sem as roupas.
O delegado Fabio Amaro, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou à Banda B que a jovem estava nua quando foi encontrada pela prima. “Ela estava caída, nua, junto a uma poça de sangue e a casa bastante revirada. A peritagem confirmou que ela foi morta por dois golpes de faca na região do pescoço”, contou.
A Polícia Militar (PM) foi acionada, bem como a Civil e a Científica. Dentro da casa havia copos usados, pratos, talhetes espalhados e um papilocopista do Instituto de Identificação fará o recolhimento das digitais.
“É bom a gente salientar que a gente acredita que o responsável por esse crime seja de próximo a ela, uma vez que a casa não estava arrombada. Temos objetivo de conseguir circuitos de monitoramento de vizinhança e da redondeza para que possamos elucidar e dar uma satisfação à família e à sociedade. A polícia não descarta crime de cunho sexual. Por isso, todos os materiais serão coletados”, descreveu o delegado sobre a motivação.
Vizinhos disseram no local que viram um carro na garagem, mas não souberam precisar marca, nem modelo. No local, familiares afirmaram que a chave da casa está por dentro, indicando que alguém que ela conhecia pode ter efetuado o crime.
Mahara cursava Direito na PUCPR e estava no último ano. O corpo dela permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para conclusão do recolhimento de material biológico. Após, será liberado à família para sepultamento.
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