Uma manifestação feita na Praça Santos Andrade, em Curitiba, pediu o fim do abate de jumentos para exportação. O ato realizado neste domingo (30) faz parte de um movimento nacional organizado por entidades ligadas à proteção dos direitos dos animais que visa denunciar a situação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O argumento aponta que a matança indiscriminada irá levar à extinção desta espécie.

Em entrevista à Banda B, Adriana Araújo explicou que os manifestantes estiveram recolhendo assinaturas para dar “voz à causa”, que busca impedir o abate. Segundo a protetora independente, do couro do animal é retirado uma substância que permite a produção de um remédio, que é produzido na China.
Remédio que não tem comprovação cientifica nenhuma. [A substância] poderia ser retirada da própria saliva do animal, não precisava matar, dizimar. Com isto, eles [jumentos] estão entrando em extinção.
Adriana Araújo, protetora independente.
Vicente de Paula, que é juiz federal e professor da faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), falou que o contexto envolvendo os jumentos no Brasil é “algo de extrema preocupação”. Ele citou o artigo 225, da Constituição Federal do Brasil, para defender o “direito à vida” dos jumentos.
Precisa haver uma mobilização forte e importante que mostre que a população está engajada e esta espécie de jumentos, que é um símbolo do Brasil, não pode deixar de existir. Imagine se, simplesmente, a gente ter uma espécie tão preciosa para as manifestações culturais brasileiras deixando de existir porque estão sendo abatidos de forma de descontrolada visando à importação da China.
Vicente de Paula, juiz federal e professor da UFPR.

A manifestação aconteceu em, ao menos, 13 cidades brasileiras (sendo 12 capitais).
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