Motoristas de aplicativo de Curitiba e Região Metropolitana aderiram ao movimento nacional da categoria e interromperam as atividades nesta segunda-feira (15). A principal reivindicação dos trabalhadores é o fim da cobrança de taxas abusivas pelas empresas que operam os serviços, além de exigir contrapartidas do governo e da prefeitura para melhorar as condições de trabalho.
Os motoristas de aplicativo também estão solicitando reajuste de R$ 10,00 na tarifa mínima, além de R$ 2,00 por quilometro rodado, além do reconhecimento facial do passageiro. Os profissionais apontam que os custos com combustível e manutenção dos veículos aumentaram para atender a demanda das empresas.
“A gente precisa do KM rodada em dois reais e taxa mínima de embarque em dez reais. A gente precisa de reconhecimento facial do passageiro e um detalhe importante, uma taxa máxima de 50% para o aplicativo.”
relata a motorista Aline Freitas
Para o advogado da categoria, Rodrigo Reis, o poder público precisa intervir e regulamentar o transporte de aplicativo. Segundo ele, somente na capital paranaense a principalmente empresa de transporte desse segmento arrecada por ano mais de R$ 200 milhões reais.
“Hoje o transporte de aplicativo é um modelo. O poder público tem que ajudar a regulamentar. No começo as empresas cobravam 25% das corridas, hoje são mais de 50%. Está transformando o motorista de aplicativo em escravo. Ficar só com a metade do valor da corrida não é justo. É importante lembrar que as empresas de aplicativos não estão pagando os impostos à Prefeitura de Curitiba. Tem uma empresa que fatura mais de 200 milhões de reais por ano. O poder público precisa interferir nessas empresas para que melhores as condições de trabalho dos motoristas de aplicativos.”
afirma o advogado Rodrigo Reis
A paralisação está ocorrendo em todo o país, e em Curitiba, os motoristas pela manhã se concentraram no Parque São José, ne RMC, no Aeroporto Internacional Afonso Pena e neste momento estão concentrados na Praça Nossa Senhora da Salette, em frente do Palácio do Governo do Paraná, do Centro Cívico. O protesto está programado para terminar perto das 16h, no Parque Barigui.
Os trabalhadores já solicitaram a intervenção do Ministério Público do Trabalho para mediar as negociações.
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