Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha
Com promessa de pagamento até as 14 horas de quinta-feira (29), motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana voltaram ao trabalho de forma parcial no fim da tarde desta terça-feira (27). Em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), os empresários prometeram depositar o valor do “vale” com a condição de 70% da frota nos horários de pico. O Ministério Público do Trabalho, porém, pediu 80% da frota em todos os horários. O desembargador Luiz Eduardo Gunther acatou o pedido e determinou o retorno imediato. Até as 19 horas, porém, poucos ônibus circulavam pela cidade, todos com catracas livres, sem o trabalho de cobradores.
Em entrevista à Banda B, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc), Anderson Teixeira, pediu para que todos os trabalhadores sigam para as garagens e cumpram a determinação de 80% da frota nas ruas. “Nós conseguimos fazer com que Urbs, Comec e empresários se mexam após tanto tempo quietos. Não podemos viver de greve e começamos una negociação que irá resolver os problemas do transporte coletivo da capital”, afirmou.
Segundo o sindicalista, já está agendada uma nova audiência para discutir a convenção coletiva.
Em relação a dívida envolvendo a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) à Urbs, ficou determinado que R$ 5 milhões sejam depositados imediatamente e os outros dez milhões parcelados em cinco vezes.
Pelo Twitter, o prefeito Gustavo Fruet disse que o município é refém de uma integração mal planejada. “Somos reféns de uma licitação realizada há quatro anos que não equacionou sistema e falta licitação linhas metropolitanas. Compromisso dos sindicatos de retomar 100% operação assim q recurso for depositado. Solução pontual, mas que não resolve questão do financiamento do sistema”, disse.
Paralisação
Nenhum ônibus saiu das garagens nas madrugadas desta segunda e terça-feira. Com a deflagração da greve, a partir da zero hora, a porta das garagens foi bloqueada pelo Sindimoc, que impediu até mesmo a saída dos madrugueiros. A greve foi decidida pelo não pagamento do adiantamento salarial previsto em contrato, o chamado “vale”.
Estima-se que mais de duas milhões de pessoas tenham sido prejudicadas no primeiro dia de paralisação. A Urbs chegou a abrir o cadastramento de veículos particulares para oferta de transporte alternativo. O preço autorizado é de R$ 6,00 por passageiro.
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