da SMCS

A partir de fevereiro, a tarifa do transporte coletivo terá um valor menor para quem pagar com cartão transporte. O anúncio foi feito for Fruet durante a entrevista coletiva. A definição da nova tarifa até o início da semana, explicou o prefeito, também vai permitir a adequação do sistema para uma antiga reivindicação da cidade: tarifas diferenciadas para quem paga com cartão e quem paga em dinheiro. “Por isso peço aos curitibanos que façam seu cartão transporte, a primeira via é gratuita, porque isso vai permitir maior controle sobre os recursos, mais segurança para motoristas e cobradores e mais conforto, segurança e agilidade para os passageiros”, afirmou o prefeito.

O desconto na tarifa para quem pagar com cartão é parte do processo de modernização do cartão transporte, iniciado em agosto do ano passado com o lançamento do cartão avulso, a ampliação de um para 25 endereços de carga de créditos e adoção da exclusividade do cartão em 66 linhas de micro-ônibus, acabando com a chamada dupla função. Os próximos passos, em estudos, serão a ampliação dos pontos de carga por toda a cidade e o lançamento do cartão pré-pago.

O incentivo ao uso do cartão já ampliou de 53% para 57% o índice de passagens pagas com cartão transporte. Em dezembro do ano passado, a cidade tinha 1,6 milhão de cartões transporte ativos, quase 120 mil a mais do registrado em dezembro de 2013.

Gustavo lembrou que, apesar do déficit sucessivo do sistema e do aumento do custo do transporte, o poder de compra de passagens em relação ao salário mínimo é, em sua gestão, o maior da história do sistema. Em 2012, por exemplo, um salário mínimo comprava 239 passagens. Hoje, compra 276,4 passagens. “Queremos manter essa equação e estamos fazendo todo esforço para isso”.

O prefeito citou como exemplo desse esforço, a retirada de uma série de itens da planilha de custos da tarifa, o que permitiu chegar aos R$ 3,18 atuais. Entre esses itens, que representaram uma economia de R$ 45 milhões no ano, foram retirados o Segbus, sistema de seguro do usuário mantido pelas empresas; o kit inverno, com reforço no uniforme de inverno,; reduziu o percentual de reajuste concedido na tarifa sobre combustíveis e acessórios; e reduziu os custos de manutenção dos equipamentos de bilhetagem eletrônica.

Ele também lembrou a recusa da Justiça ao pedido de antecipação de tutela que permitiria enxugar a tarifa técnica em mais R$ 0,15, retirando da planilha os impostos exclusivos sobre veículos e sobre instalações e a taxa de risco do Hibribus. O prefeito destacou também já ter encaminhado à Justiça e Ministério Público pedido para revisão do edital de licitação da operação do transporte coletivo e dos contratos firmados com as empresas, em 2010.

“Este é um assunto que exige serenidade e clareza”, disse Fruet, explicando que a simples rescisão de contrato deixaria um passivo alto demais para o município que seria obrigado a pagar indenizações milionárias. “Por isso estamos levando essa questão à Justiça, porque não se pode agir de forma intempestiva, como ás vezes se ouve por aí”.

Fruet ainda anunciou durante a entrevista coletiva que irá convocar a Comissão Municipal do Transporte Coletivo, que pode ajudar a analisar os custos do sistema, que movimenta R$ 1 bilhão por ano, porém a falta de pagamento de R$ 5 milhões causou a paralisação total por dois dias, por falta de pagamento de salários dos trabalhadores do transporte coletivo.

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