Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha
Após a primeira mesa de negociações com o Governo do Estado realizada na tarde desta quinta-feira (19), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) avaliou o encontro como positivo, mas afirmou que a greve continua por tempo indeterminado. De acordo com o presidente da entidade, Hermes Leão, a reunião foi insuficiente para avançar no conjunto da pauta e amanhã pela manhã eles voltam a se encontrar com a Secretaria de Educação.
“Vamos discutir a reorganização das escolas, o tema da insuficiência de funcionários, o número de alunos em sala de alunos e a posse dos concursados. Nossa greve vai continuar e aí vamos avaliar em conjunto as reuniões no sábado”, disse.
Segundo o sindicalista, o governo se comprometeu ainda a não enviar qualquer projeto para a Assembleia Legislativa que trate da carreira dos servidores, atendendo assim uma das principais reivindicações. “Ele garantiu que está descartado o envio de qualquer pauta relacionada a isso, que é fruto da ocupação da Assembleia e da nossa legitima mobilização”, comentou.
Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, as medidas que estavam contempladas no “pacotaço” foram fatiadas e serão muito bem discutidas antes de qualquer aprovação na Assembleia Legislativa. “O governo já havia retirado alguns projetos naquele substitutivo que não foi votado, mas tivemos avanço na discussão sem desconsiderar a grave crise pela qual o Brasil inteiro vem passando neste início de ano”, explicou.
Nesta quinta, a greve chega ao 11º dia de paralisação das escolas da rede pública estadual. Pelo interior do Paraná, são realizados diversos atos em frente aos Núcleos Regionais de Educação (NREs). As aulas deveriam ter sido iniciadas em 9 de fevereiro.
Entre as principais reivindicações, está o pagamento das indenizações devidas aos 29 mil temporários (PSS) demitidos no final do ano passado. O montante seria de cerca de R$ 84 milhões. Mas com relação ao pagamento do terço de férias devido ao funcionalismo, o Estado mantém a proposta de parcelar o mesmo em três vezes: fevereiro, março e abril.
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