Da Redação
A Arquidiocese de Maringá, no norte do Paraná, afastou neste domingo (23) dois padres da cidade que descobriram que são pais, contrariando assim o ministério sacerdotal da igreja católica. Um dos suspensos é Zenildo Megiatto, de 65 anos, que se aposentou no início do mês e até então rezava missas em Mandaguari.
Megiatto será pai de uma criança que deve nascer em março, fruto de um relacionamento com uma ex-ministra de eucaristia. O caso ganhou muita repercussão e gerou polêmica na cidade.
O outro padre suspenso é Rildo da Luz Ferreira, que comandava a paróquia Bom Jesus de Marialva, que é pai de uma criança de um ano e meio.
Com a suspensão, os padres não recebem salários e, segundo as leis canônicas, podem voltar ao sacerdócio apenas quando os filhos completarem 18 anos.
“Lamentamos profundamente o ocorrido e, dentro de uma postura de transparência fortalecida com a as ações de abertura do Papa Francisco, o que tenho a dizer é que qualquer eventual erro do nosso clero deverá sempre ser tratado de acordo com as normas do direito canônico. Que neste caso prevê a suspensão imediata do ministério sacerdotal”, disse Dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá.
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