Pais de estudantes matriculados na Escola Estadual Julia Cavassin, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, cobraram segurança e outras providências após a instituição receber ameaças de um massacre na manhã desta segunda-feira (10).
Policiais civis apreenderam celulares e arma de brinquedo com um adolescente, na tarde deste domingo (9), cujo aluno seria o suposto autor das ameaças de ataque. A apreensão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa dele.
O adolescente, de 14 anos, teria feito ameaças contra a Escola Estadual Julia Cavassin por meio de uma rede social. O suposto massacre estava previsto para acontecer nesta segunda-feira (10), de acordo com a Polícia Civil.

Entre os pais ouvidos pela Banda B nesta segunda (10), havia um consenso quando o assunto era cobrança por mais segurança dentro e fora da instituição. A maioria deles afirma sentir medo de mandar os filhos para a escola.
“Precisamos de polícia aqui na frente e dentro da escola. Qualquer um pode entrar aí a hora que quiser”, disse um deles. “Vim correndo aqui buscar meu filho para levar para casa. Chegando aqui, entra quem quer. Não tem segurança, um guarda municipal, uma polícia pra proteger a escola depois de tudo que aconteceu”, acrescentou outro.
Uma das mães ainda relatou que a filha não deve retornar à escola diante das ameaças. “Não temos segurança alguma. Não tenho como mandar minha filha para o colégio sabendo disso”, protestou ela.
Procurada pela Banda B, a Secretaria de Estado de Educação (SEED) informou ter acionado as autoridades policiais após ter tomado conhecimento sobre as mensagens de ameaças nas redes. “Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária, da Polícia Militar, segue prestando apoio à escola”, disse o órgão.
A Polícia Civil disse, em nota, que segue investigando o caso realizando diligências para esclarecer os fatos. O menor, após ser identificado, foi ouvido e liberado, disse a polícia. Testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias.
Ataque em Blumenau
Na última quarta-feira (5), um ataque a uma creche de Blumenau (SC) deixou quatro crianças mortas. O autor, de 25 anos, usou uma machadinha e um canivete durante a ação.

Outras quatro crianças foram socorridas ao hospital, e uma das professoras da creche, de 60 anos, sofreu um ataque cardíaco e teve de passar por uma cirurgia.
A motivação segue sendo investigada.
O ataque à creche Cantinho Bom Pastor ocorreu nove dias após o da escola estadual Thomazia Montoro, em São Paulo, quando um aluno de 13 anos matou uma professora a facadas e feriu outras cinco pessoas.
40 mortos em atentados a escolas
Levantamento apresentado durante os trabalhos de transição do governo federal, em dezembro, aponta que ao menos 40 alunos e professores morreram em decorrência de atentados a escolas do Brasil desde o início dos anos 2000. Pelo menos 18 casos do tipo foram registrados no período, totalizando mais de 70 feridos.
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