A mãe do jovem Andrei Kruger Fajardo, de 26 anos, morto em janeiro deste ano, no bairro Boqueirão, em Curitiba, falou sobre a perda do filho, três meses após o caso. Em tom de desabafo, durante depoimento concedido ao programa Balanço Geral, da RICTv, nesta sexta-feira (31), ela, que não quis ser identificada, relembrou do familiar com carinho e alegria, e pediu justiça.

Inicialmente, a mulher fez questão de ressaltar que seu filho era um “motoboy trabalhador” que desempenhava o serviço “com muita alegria”.
Trabalhador honrado e da paz. Quem conheceu meu filho pode dizer que ele jamais agiria com violência para com a esposa e como filho. Que isso fique frizado.
Mãe de Andrei Kruger Fajardo em depoimento concedido ao programa Balanço Geral, da RICTv.
Ao longo desta quinta-feira (30), a Polícia Civil cumpriu sete ordens judiciais – quatro de busca e apreensão e três de prisão temporária contra os envolvidos no crime, que aconteceu simultaneamente nos bairros Hauer e Cajuru, na capital, e em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
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Dos quatro presos, dois seriam a esposa dele e um “ex-affair” dela, que seria um homem com quem ela manteve um relacionamento enquanto esteve separada do marido e um amigo do casal.
Meu filho deixou essa vida honrado. Esses 2 assassinos e outros que aparecerão por aí, porque o caso ainda não foi encerrado e creio que outros aparecerão, preferiram o lodo, a miséria humana, a dor e o sofrimento alheio. A dor que causaram a um mãe, um pai e a uma criança de 8 anos que ficou órfã.
Mãe de Andrei Kruger Fajardo em depoimento concedido ao programa Balanço Geral, da RICTv.
Justiça
A Polícia Civil, por meio da Divisão de Homicídios (DHPP), ainda não sabe porque o crime aconteceu. O delegado Thiago Teixeira relatou que os passos de Andrei eram monitorados pelos seus algozes e o crime teria acontecido a mando da esposa.
No retorno para a casa do Andrei, ela mandou as coordenadas. Nisso, o Andrei entrou em casa e esqueceu um documento no carro e disse que pegaria só no dia seguinte. Mas ela insistiu que ele saísse da casa novamente para buscar o documento. Nesse momento que ele saiu, foi alvejado por uma arma de fogo e morreu no local.
delegado Thiago Teixeira, da Divisão de Homicídios.
A mãe só tem um pedido: justiça.
Ele nunca agrediria a esposa e o filho. Nada vai trazer meu filho de volta, mas agora a alma dele está em paz porque a verdade foi encontrada. Esperamos que esses assassinos cumpram o que a Justiça determina.
Mãe de Andrei Kruger Fajardo em depoimento concedido ao programa Balanço Geral, da RICTv.
O caso no Boqueirão
Andrei foi morto após ser atingido por disparos de arma de fogo em frente à casa onde morava. A esposa teria acompanhado tudo, e foi aí que a DHPP encontrou as falhas no “crime perfeito”.
Num primeiro momento, a esposa afirmou que ele havia esquecido a carteira no carro dela e pediu para que retornasse buscar.

Ao chegar no local, foi abordado por um homem que efetuou os disparos. Uma câmera de segurança chegou a registrar os tiros (veja o vídeo). Após investigações, a DHPP apurou que o caso não seria um latrocínio, mas sim, um homicídio.
De acordo com as investigações, a motivação está ligada a um processo de separação entre a vítima e a esposa.
A DHPP apurou que, antes do crime, o casal havia saído para jantar e a suspeita repassava as informações a um terceiro homem. Os três envolvidos no crime foram identificados e podem responder por homicídio qualificado.
O quarto possível envolvido no crime foi detido em flagrante porque teve um revólver encontrado em sua residência durante a operação policial feita nesta quinta-feira (30).
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