O catador de recicláveis Rodimar Félix de Campos, de 33 anos, proprietário do veículo Volkswagen Santana, que se envolveu em um acidente na Avenida Comendador Franco neste domingo (25), no bairro Uberaba, em Curitiba, garantiu que não abandonou o sobrinho cadeirante dentro do veículo. Em entrevista à Banda B, nesta segunda-feira (26), ele afirmou que saiu do local para buscar outro automóvel para resgatar o garoto.

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Foto: Antonio Nascimento – Banda B

No carro, estava mais um passageiro, que foi com Rodimar até em casa. Nesse intervalo, o Corpo de Bombeiros chegou e levou o cadeirante, que tinha ficado sozinho, ao Hospital São José.

“Ele não estava dentro do carro. A gente tirou ele para fora, acho que a chuva engrossou e ele voltou para dentro. Do local da batida até minha casa dá uns dois quilômetros. Eu vim para pegar outro carro para resgatar ele, capaz que não iriamos buscar. Mas ele estava fora do carro. Eu acho que pode ter chovido e ele entrou no carro se arrastando. Quando eu cheguei, perguntei aos bombeiros: cadê meu sobrinho cadeirante que estava dentro do carro? E me informaram que foi encaminhado ao hospital. Ninguém abandonou ele ou fugiu do local”, disse.

Rodimar contou que eles estavam em um churrasco familiar em casa, mas não consumiram bebida alcoólica. Por isso, o motorista ressaltou que não abandonou o local do acidente e que o carro foi recolhido ao pátio porque a documentação estava em nome de um terceiro.

“Esse carro eu acabei de comprar, faz três semanas. Como o carro não estava no meu nome, o bombeiro falou: ‘Então o senhor se retire daqui. Se não está no seu nome, vai ser recolhido’. De que adiantava ficar lá, se não vou pegar o carro, nem para vender na sucata. Aí eu ficaria tomando chuva. Já estava nervoso, vim embora”, explicou.

O acidente aconteceu no cruzamento com a Rua Rosa Mehl. De acordo com Rodimar, uma motorista em um carro preto furou o sinal vermelho e acertou em cheio o Santana, que rodou e bateu na placa de sinalização. Ele pegou os dados da mulher, que se comprometeu a arcar com o prejuízo, porém sumiu.

“Eu comprei esse carro, porque eu trabalho com reciclagem. Eu dei R$ 800 de entrada e fiquei devendo R$ 4.200. Dentro estava meu sobrinho que é cadeirante. Nós estávamos aqui em casa e ele pediu para levar ele, já era umas quatro e pouco da manhã. Aí eu saio para levar ele, estava no verde para mim e essa motorista veio sem luz e me acertou, não sei se estava mexendo no celular. A motorista falou que tinha seguro, eu anotei a placa dela e o número dela. Agora eu ligo, a pessoa que atende diz que não é ela e ainda me bloqueou”, detalhou.

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