Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

Vítimas estiveram na delegacia nesta manhã. Foto: DM/BandaB

Vítimas de um estelionatário que foi solto pela Justiça querem uma explicação sobre o andamento do processo, instaurado na Delegacia de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Elvis Luiz dos Santos Chaves foi preso durante uma operação da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) em junho do ano passado por extorsão, mas ganhou a liberdade meses depois. O golpe de compra e venda de casas e terrenos chega a R$ 500 mil.

Morando de aluguel há cerca de um ano, uma das vítimas vendeu a casa para comprar outra maior, mas a negociação foi mediada pelo golpista, que foi preso durante o trâmite. “Nós estávamos procurando um imóvel, íamos sair de um pequeno para ir para um maior, e encontramos o número dele em um anúncio na internet. Ele veio até nossa casa, apresentou uma proposta que achamos interessante e eu dei o imóvel como entrada de um imóvel na planta, que ele não concluiu, e tem uma pessoa morando no imóvel que era meu. Eu e minha família estamos agora morando de aluguel”, descreveu a vítima, que não será identificada.

Ela contou ainda que, além do imóvel, deu uma quantia de R$ 5 mil em dinheiro e uma nota promissória de R$ 20 mil ao estelionatário. A percepção sobre o golpe aconteceu cerca de três meses depois da assinatura do contrato quando souberam da prisão do suspeito. “Temos um contrato de compra e venda de um terreno que precisa ser concluído para, então, ser dividido. Estava tudo certo, mas quando ele deixou a prisão, soubemos que tinham feito um novo golpe e tinham vendido essa minha parte a terceiros”, finalizou.

Após ganhar a liberdade, Elvis continua aplicando golpes. A revolta das vítimas é que o processo, segundo eles, está parado, já que não há oitivas, nem depoimentos para outras apurações. O delegado de Piraquara Ari Nunes disse à Banda B que está recebendo novos boletins de ocorrência e que vai analisar o inquérito. “Mas, como era primário ele saiu com tornozeleira eletrônica e estava conversando com as vítimas. Não se tratando de um crime grave, ficou em análise e agora vamos determinar que sejam ouvidas, de novo, e tentar encontrar o Elvis, por meio da localização”, concluiu.