Do Portal A Rede

A Seção de Homicídios da Polícia Civil de Ponta Grossa prendeu, nesta quinta-feira (01), dois vigilantes que supostamente agiam como ‘justiceiros’ em Ponta Grossa. A dupla foi recolhida junto à 13ª Subdivisão Policial (SDP) após operação ocorrida no início da manhã.

De acordo com a delegada Tânia Maria Sviercoski, responsável pelas investigações, os vigilantes tinham por objetivo eliminar envolvidos em crimes contra o patrimônio que agiam em regiões onde a empresa realizava a segurança. “

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(Foto: Portal A Rede)

A ideia era ‘tirar de circulação’ aqueles que cometiam crimes nos bairros de atuação dos vigilantes”, conta a delegada. O nome dos envolvidos não foi revelado pela Polícia Civil, já que as investigações seguem em andamento. A empresa investigada também não teve o nome repassado.

A Polícia Civil iniciou as investigações por conta de um caso ocorrido no início de maio de 2016. Na época, um corpo foi encontrado em meio a uma plantação na região do Alagados, em Ponta Grossa. Quando os membros do Instituto de Criminalística periciavam a área e recolhiam o cadáver, ouviram gritos de socorro de um adolescente de 17 anos no meio da mata. Ele relatou que estaria a três dias no local e conseguiu escapar da execução. Mais tarde, o Instituto Médico-Legal (IML) identificou a vítima fatal como Jean Ricardo Krizewski, de 20 anos e amigo do adolescente.

Segundo os policiais, a vítima que sobreviveu foi torturada com coronhadas e choque elétrico, deixada desacordada no meio de um matagal e encontrada três dias depois. Ele foi levado em estado grave ao hospital, mas conseguiu se recuperar. Em depoimento, o adolescente contou aos policiais que foi abordado, algemado e colocado no porta-malas de um veículo. Ainda de acordo com a delegada, Jean Ricardo foi executado com um tiro na cabeça.

Empresa também é investigada

A delegada Tânia Maria Sviercoski ressaltou que as investigações sobre o caso continuam. A Polícia Civil apura o envolvimento dos vigilantes e também da própria empresa responsável pela segurança de bairros em outros crimes de tortura e homicídio com características semelhantes. Os dois vigilantes tiveram a prisão temporária decretada – o período de detenção é de 30 dias, que pode ser estendido para outros 30 caso as investigações ainda não forem concluídas.

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