Da Redação
“Policial civil não pode mais morrer cuidando de preso. Isso vai acabar essa semana, entendeu governador”, disse à Banda B, sem controlar o choro, o presidente do Sinclapol (Sindicato das Classes Policias Civis do Paraná), André Gutierrez. O sindicalista desabafou após mais uma rebelião em delegacias da Grande Curitiba. Na tarde ontem, a confusão no 11° Distrito Policial (11° DP), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), deixou gravemente ferido um investigador do 11° Distrito Policial (11°DP) e um agente carcerário.

Ouça o desabafo no player de áudio abaixo:

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Gutierrez disse que assembleias gerais dos policiais acontecerão no Paraná nos próximos dias 5 e 6, com a promessa de um ‘agora ou nunca’ para o problema da superlotação em carceragens de delegacias. “Policial morrer em confronto, até se explica, embora a gente não aceite, agora ele morrer fazendo algo que não tem nada a ver com a Polícia Civil é um absurdo”, esbravejou.

O presidente do Sinclapol também afirmou que pretende evitar mais uma paralisação por um tira morto. “Aconteceu com o Gogola, em Campo Largo, com o Brasil em Almirante Tamandaré, e o Ediel, em Colombo. Agora chega governador,secretário Leon e secretária Maria Tereza”, falou, fazendo referência ao governador Beto Richa, o secretário de Segurança Pública, Leon Grupenmacher, e a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes.

O confronto

Um agente de carceragem e um investigador ficaram gravemente feridos durante atentativa de fuga na noite deste domingo (2) no 11º Distrito Policial, que fica na rua Manoel Valdomiro de Macedo, na Cidade Industrial de Curitiba. Outros seis presos também estão feridos, mas não correm risco de morte. Os detentos tentaram fugir das celas e foram contidos por um policial civil que estava armado.

A confusão começou por volta das 19h30 no momento em que o jantar era servido dentro das carceragens. Os detentos já tinham serrado as celas e usaram o chamado vergalhão – um ferro pontiagudo – para ferir um agente de carceragem no peito. Ele foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador em estado grave.

Um investigador que fazia plantão no DP notou o motim e tentou conter a confusão usando arma de fogo, e foi revidado pelos presos que conseguiram pegar um revólver que estava com o agente. Na troca de tiros, o investigador foi ferido e outros seis presos foram baleados. O investigador foi socorrido em estado grave.

No momento da rebelião, havia 153 presos na carceragem, que tem capacidade máxima para 38.

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