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Delegado Gérson Machado

O único delegado ainda preso por conta da Operação Vortex aguarda decisão da justiça sobre a redução da fiança, estipulada pela justiça em R$ 20.430 . Caso isto aconteça, Gérson Machado será liberado da cela especial para delegados, anexo ao 1° Distrito Policial, no Centro de Curitiba, às 16h desta sexta-feira (5). De acordo com o advogado de defesa, Rafael Pellizzetti, Machado está tranquilo, mas a todo o momento mostra revolta ao lembrar que foi traído.

Pellizzetti afirmou à Banda B que o delegado só tem uma coisa em mente: a aposentadoria. “Ele passou uma noite tranquila e estamos agora na expectativa para que aconteça está redução da fiança. O doutor continua dizendo que se sente traído e só quer saber da aposentadoria, depois de tudo o que aconteceu”, destacou.

O advogado afirmou que caso o valor da fiança não seja revisto, Machado continuará preso. “Ele não tem como pagar a fiança de R$ 20.430. Caso aconteça a redução pela metade, o valor será pago e o delegado solto. Terei um encontro no final da manhã com o juiz da 1° Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba e espero que meu pedido seja aceito”, disse.

Ontem, o delegado Luiz Carlos de Oliveira e o investigador Aleardo Righetto, que também foram presos durante a operação por porte ilegal de arma, pagaram a fiança de R$ 20.430 e foram liberados. Os três são suspeitos de participar do esquema de corrupção, que envolveria a cobrança de propina em falsas fiscalizações realizadas em lojas de autopeças. Pela manhã, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius da Costa Michelotto, os afastou dos cargos até que sejam concluídas as investigações do Gaeco relativas a um suposto caso de extorsão.

Machado está preso no Centro de Triagem I. Os dois delegados foram afastados dos cargos pelo comando da Polícia Civil até que as investigações sejam concluídas.