Da Redação

O último suspeito pela morte do acusado de assassinar o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João da Brascal, se entregou à polícia no fim da tarde desta sexta-feira (16). Mauro Sidnei do Rosário fazia parte da equipe do delegado Rubens Recalcatti e, segundo testemunhas, seria o informante que estava presente no momento do suposto confronto, sendo reconhecido como autor de pelo menos dois tiros contra a vítima.

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Mauro se entregou nesta tarde

Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) aponta que Ricardo Geffer foi morto por oito tiros, sendo que um deles contra a parte superior do crânio, de cima para baixo, fazendo com que a bala saísse por uma das têmporas. Geffer era suspeito do assassinato de Brascal, ex-prefeito de Rio Branco do Sul e primo de Recalcatti.

O laudo também contraria a versão dos policiais de que Geffer foi morto em um confronto e teria reagido a abordagem. A investigação sobre a morte de Geffer provocou a prisão de oito policiais civis comandados pelo delegado Recalcatti, responsável pela Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP). Todos estão detidos com prisão temporária de 30 dias decretada.

De acordo com o filho do delegado Recalcatti, Felipe Recalcatti, o que está acontecendo é uma inversão de valores. “Meu pai está muito triste, muito abalado. Acredito que ele seja um ícone da segurança do Paraná e isso pelo seu atendimento ao público. Sempre deu a vida para que não faltasse segurança para ninguém”, disse.

Entenda o caso

Geffer era suspeito de envolvimento na morte do ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari (o “João da Brascal”), de 59 anos, em abril deste ano. Além do político, um funcionário dele, José Antenogenes de Faria, de 47, foi executado a tiros. João da Brascal era primo do delegado Recalcatti, que passou a participar da investigação do caso.

Para o coordenador do Gaeco, promotor Leonir Batisti, há elementos suficientes para a prisão do delegado e outros policiais. “Temos elementos suficientes para mostrar que não houve a primeira versão, de um confronto em uma localidade em um lugar de difícil acesso. Policiais teriam ido para investigar crime de tráficos, no entanto essa equipe que lá foi não tinha uma atribuição e, mais do que isso, testemunhos informaram que a pessoa estava algemada e foi executada”, descreveu.

Polícia Civil

Sem citar nomes, o Departamento da Polícia Civil (DPC) informou na terça-feira, em nota, que estava investigando o caso, através de um procedimento interno, por meio da Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC). Na última quinta-feira (8), a Corregedoria ouviu uma testemunha que estava no local do crime e que já tinha sido intimada para prestar depoimento, porém não havia comparecido.

Conforme a polícia, a Corregedoria, que acompanhará a conclusão da operação do Gaeco, se coloca à disposição do MP-PR para colaborar com esclarecimento dos fatos.

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